Efeito do terremoto é “de partir o coração”, lamenta subsecretária da ONU

  • Por Agencia EFE
  • 01/05/2015 05h58

Katmandu, 1 mai (EFE).- A subsecretária-geral para Assuntos Humanitários e Operações de Emergência da ONU, Valerie Amos, disse nesta sexta-feira, em Katmandu, que é de “partir o coração” a situação de algumas localidades destruídas após o terremoto que devastou o país no último sábado.

“É de partir o coração ver aldeias inteiras no topo das montanhas destruídas. É quase impossível chegar até elas”, afirmou Valerie, que chegou ontem à capital do Nepal, em seu perfil no Twitter.

A subsecretária da ONU, que viajou ao no país para avaliar a situação e garantir a distribuição da ajuda humanitária após o terremoto, acrescentou que, como em todos os desastres, é possível ver grandes diferenças entre a população afetada.

“Há aqueles que perderam tudo e outras áreas que quase não sofreram danos”, disse na rede social, comemorando que regiões como Dhulakhel comecem a reabrir seu comércio, o que permite o retorno, pouco a pouco, da normalidade.

A representante da ONU também parabenizou a atuação de médicos como “o doutor Ram e o doutor Koju”, do “inspirador hospital de Dhulakhel”, onde estão sendo tratadas 1.300 pessoas feridas durante o terremoto, em um local que só tem capacidade para 300.

Ela também mandou uma mensagem de incentivo para os serviços de resgate, que estão trabalhando no limite, mas que têm obtido êxito em suas operações, salvando, somente ontem, 15 pessoas que estavam soterradas.

A última pessoa resgatada da qual se teve notícia foi uma mulher de 24 anos, libertada ontem à noite por equipes do Nepal, Israel e Noruega, após permanecer 128 horas presas sob os escombros de um edifício em Katmandu.

O comissário europeu de Ajuda Humanitária e Gestão de Crise, Christos Stylianides, também chegou ontem ao Nepal para avaliar no local as necessidades mais urgentes após o terremoto.

O número oficial de mortes em decorrência da tragédia chegou nesta sexta-feira a 6.204, e o de feridos, a 13.932, apesar de os dados ainda estarem longe da quantidade total de vítimas, já que as autoridades desconhecem o impacto do tremor em regiões mais remotas.

O terremoto forçou, além disso, cerca de 2,8 milhões de pessoas a deixarem suas casas em um país com uma população total de 28 milhões de pessoas, conforme a ONU, que garante que pelo menos 130 mil casas ficaram totalmente destruídas e 86 mil foram parcialmente danificadas.

O tremor foi o de maior magnitude no Nepal em 80 anos e o pior na região em uma década desde 2005, quando outro terremoto deixou mais de 84 mil mortos na Caxemira. EFE