EI convoca seguidores a matar cidadãos dos países de coalizão antiterrorista

  • Por EFE
  • 22/09/2014 09h21

Cairo, 22 set (EFE).- O grupo extremista Estado Islâmico (EI) pediu nesta segunda-feira que seus seguidores matem os cidadãos dos países que participam da aliança criada pelos Estados Unidos contra os jihadistas.

“Se você pode matar um infiel americano ou europeu, especialmente o vingativo e sujo francês, ou um australiano ou um canadense, ou qualquer um dos infiéis que fazem a guerra, incluídos os cidadãos dos países que entraram na coalizão contra o EI, então confia em Deus e o mate de qualquer maneira”, disse o porta-voz do grupo, Abu Mohammed al Adnani, em um vídeo divulgado na internet.

“Mate o infiel tanto se é civil como militar, já que ambos estão sob o mesmo governo”, acrescentou.

“O EI não começou a guerra contra vocês, tal como fizeram imaginar seus governos e meios de comunicação. Vocês que começaram a agressão contra nós”, argumentou, ao mesmo tempo em que advertiu que os cidadãos destes países “pagarão um alto preço” por seu envolvimento na guerra.

O jihadista previu o “colapso das economias” destes estados, assim como graves ferimentos e morte para aqueles que são enviados para combater os radicais.

“Pagarão o preço sentindo o medo de viajar para qualquer lugar, quando caminharem pelas ruas, virando para a direita e esquerda, temendo os muçulmanos. Não se sentirão seguros nem em seus quartos e os atacaremos em sua terra”, afirmou o porta-voz do EI.

Segundo o extremista, os Estados Unidos e seus aliados permaneceram “inalterados diante do sofrimento” dos muçulmanos (sunitas) nas mãos dos regimes sírio e iraquiano.

Os Estados Unidos começaram a bombardear posições do EI no Iraque em 8 de agosto e depois a França adotou a mesma postura.

O governo americano trabalha para construir uma coalizão internacional -integrada por enquanto por trinta países- para reforçar esta campanha.

No plano regional, Al Adnani convocou os jihadistas da península egípcia do Sinai a atacar e matar soldados egípcios.

“Minem seus caminhos, ataquem seus quartéis e casas, cortem seus pescoços, não os deixem se sentirem seguros e transformem suas vidas em um terror e inferno”, afirmou o membro do EI no vídeo.

O extremista afirmou que os combatentes que atuam no Sinai “estão no caminho correto” e elogiou os ataques contra “os protetores dos judeus”, uma referência às forças leais ao presidente egípcio, Abdul Fatah ao Sisi, a quem chamou de “novo faraó”. EFE