EI dinamite três emblemáticas torres funerárias de Palmira na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 04/09/2015 10h21

Cairo, 4 set (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) dinamitou três emblemáticas torres funerárias na cidade arqueológica de Palmira, no centro da Síria, confirmou nesta sexta-feira o diretor-geral de Antiguidades e Museus, Mamum Abdelkarim.

Em entrevista à agência oficial de notícias síria “Sana”, Abdelkarim garantiu que residentes dessa cidade, assim como as imagens por satélite captadas em setembro pela Universidade de Boston, confirmam que os extremistas explodiram três das torres mais importantes de Palmira.

O diretor-geral de antiguidades sírio destacou “o valor histórico destes monumentos funerários”, que se remontam a diferentes períodos que vão desde o ano 44 até o 103 d.C.

Uma das torres é o túmulo de Ketut, construída no ano 44 d.C.; e a segunda, levantada no ano 83, acolhia os restos de Gemlik e estava em “ótimas condições de conservação”, segundo Abdelkarim.

Por fim, o túmulo do Deus Bel, do ano 103 d.C., contava com quatro andares, todas elas em um “excelente estado de conservação”, segundo o diretor.

A fonte não informou sobre a data da destruição e nem ofereceu mais detalhes do estado atual das demais construções arqueológicas localizadas na cidade.

Em declarações à Agência Efe, o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdel-Rahman, confirmou a destruição da três torres, embora tenha especificado que foram atacadas pelo EI por sua vez o templo de Bel.

Há quatro dias, a ONU confirmou a destruição do edifício principal de Bel, o segundo templo de Palmira que os extremistas atacaram em agosto, após fazer-se com o controle total da área arqueológica o mês passado de maio.

O EI dinamitou o histórico templo de Bel em Palmira em 23 de agosto, após ter colocado grande quantidade de explosivos no monumento de 2 mil anos de antiguidade, situado a dezenas de metros do teatro romano.

Palmira, cujas ruínas greco-romanas estão incluídas na lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco, é considerada uma relíquia única do século I a.C. e uma peça professora da arquitetura e do urbanismo romano pelas colunas de sua famosa rua principal e por seus templos, entre eles o de Bel.

A cidade foi nos séculos I e II d . C. um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo e ponto de encontro das caravanas na Rota da Seda, que atravessavam o árido deserto do centro da Síria. EFE