EI mata quatro jovens durante ofensiva sobre cidade de Sirte

  • Por Agencia EFE
  • 15/08/2015 13h40

Trípoli, 15 ago (EFE).- O braço do grupo jiahdista Estado Islâmico (EI) na Líbia matou na noite de sexta-feira quatro jovens residentes da cidade de Sirte, ao leste de Trípoli, segundo afirmou à Agência Efe neste sábado um fonte local de segurança.

A fonte precisou que duas das quatro vítimas eram irmãs de Faray al Uarfali, um comandante das forças islamitas afim ao governo rebelde de Trípoli.

“Os jihadistas do EI penduraram os corpos dos quatro jovens no ar, em Yazirat al Zafaran, em Sirte, a fim de fazer os residentes do bairro ficarem com medo”, disse a fonte.

Além disso, os jihadistas do EI detiveram pelo menos aproximadamente 50 pessoas, em sua maioria mulheres, no bairro “3” de Sirte, durante a ofensiva do grupo.

A fonte precisou também que esse bairro, que vive intensos combates desde terça-feira entre o EI e jovens líbios, “já está sob controle da organização jihadista”.

Por isso, vários moradores do bairro “3” abandonaram suas casas e fogem rumo às cidades vizinhas de Misrata e Beni Walid.

O Ministério da Defesa do governo rebelde de Trípoli anunciou há três dias o início de uma operação militar para libertar a cidade de Sirte do Estado Islâmico.

“Essa operação começa hoje”, afirmou por sua parte o Estado-Maior do governo rebelde, que fixou como objetivo a luta contra o terrorismo e “limpar a cidade do EI”.

Por sua vez, o presidente do parlamento de Trípoli e chefe das Forças Armadas, Nouri Abu Sahmein, abriu hoje uma investigação contra as milícias armadas encarregadas de assegurar e proteger a cidade de Sirte, que se retiraram sem o conhecimento do Estado-Maior de Trípoli.

Em comunicado, Abu Sahmein responsabilizou essas milícias pela deterioração da situação de segurança em Sirte.

Na quinta-feira, pelo menos três civis morreram durante os intensos combates registrados entre membros do EI e jovens da cidade de Sirte.

A Líbia é um Estado vítima do caos e a guerra civil desde que em outubro de 2011 a Otan apoiou com bombardeios aéreos aos rebeldes e contribuiu para derrubar o regime de Muammar Kadafi.

Desde então, esta nação mediterrânea está dividida, com um governo rebelde em Trípoli e outro internacionalmente reconhecido em Tobruk, que lutam pelo controle político e dos recursos naturais, especialmente o petróleo.

Dessa divisão se beneficiam grupos jihadistas afins ao EI e à Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que nos últimos meses ampliaram seu poder e influência no país, onde não cessam os combates. EFE