Em dois pontos da cidade, MPL realiza 3º ato contra aumento de tarifas

  • Por Jovem Pan
  • 14/01/2016 22h17
SP - PROTESTO-MOVIMENTO-PASSE-LIVRE - GERAL - Protesto de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), contra o aumento do valor da tarifa do transporte público que passou de R$ 3,50 para R$ 3,80, nesta quinta-feira (14), em São Paulo (SP). Concentração no Largo da Batata. 14/01/2016 - Foto: KEVIN DAVID/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMovimento Passe Livre protesta em SP (Agência Estado)

O Movimento Passe Livre realizou nesta quinta-feira (14) a sua terceira manifestação do ano contra o aumento das tarifas de transporte público de São Paulo.

Oito pessoas foram detidas e levadas ao 78º DP (Jardins), segundo a Polícia Militar. Eles quebraram um vidro na estação Consolação e uma catraca.

O grupo fez dois protestos simultâneos. O trajeto (que se concentrou) no Theatro Municipal passou pela Prefeitura e Secretaria de Segurança Pública, subiu a Avenida Brigadeiro até a Paulista e terminou no MASP. (quatro quilômetros).

O trajeto do Largo da Batata subiu pela Avenida Faria Lima, passou pela Praça Panamericana, atravessou a ponte da Cidade Universitária, pegou a Avenida Vital Brasil e terminou no Metrô Butantã. (seis quilômetros).

O informe foi publicado na página do Facebook do “Passe Livre São Paulo” horas antes da manifestação e já previa que “toda ação violenta parte sempre da polícia”. “Nós iremos realizar os atos e terminaremos os dois. Essa é nossa intenção clara e explícita”, afirmou o grupo.

Menos de uma hora antes, porém, o grupo divulgou divulgou a intenção de “espalhar a mobilização por toda a cidade”, fechando várias ruas, terminais e avenidas “para que a cidade pare até que a tarifa baixe”. O MPL convoca seu militante: “No final saia em bloco para para continuar o protesto em outro canto da cidade”.

O MPL não compareceu a reunião marcada com a Secretaria de Segurança Pública de manhã para definir os parâmetros do protesto. O secretário Alexandre de Moraes classificou a ausência como “atitude antidemocrática” e pediu que os próprios integrantes do Passe Livre “contenham os black blocs”. Já o governador Geraldo Alckmin classificou os atos de “vandalismo seletivo”.