Em reunião, grupos armados se comprometem a aumentar proteção de civis
Genebra, 26 nov (EFE).- De acordo com um anúncio, nesta quarta-feira, da chamada Genebra Internacional, entidade que conta com mais de 20 organizações internacionais e mais de 250 organizações não governamentais, 35 grupos armados provenientes de 14 países se comprometaram publicamente a proteger os civis de diversos locais palco de conflitos.
De 17 a 20 de novembro se reuniram em Genebra cerca de 70 representantes dessas organizações, após um debate sobre suas ações e os efeitos colaterais que estas causaram, se compromoteram a “proteger melhor os civis”.
Em comunicado, Elisabeth Decrey Warner, presidente da entidade, indicou que durante as sessões foi explicado aos representantes dos grupos armados os princípios do direito internacional humanitário e pedido que os mesmos fossem respeitados.
Além disso, os presentes foram informados sobre a proteção de crianças, sobre minas antipessoais, e sobre igualdade de gênero.
A maioria das organizações participantes assinaram algum dos três compromissos específicos elaborados anteriormente pela entidade: um sobre minas antipessoais; outros sobre recrutamento de crianças; e outro sobre violência sexual, indica o comunicado.
Além disso, o texto diz que entre os signatários da declaração de proteção aos civis estão grupos armados da Síria (Hazzm, uma fração do Exército Livre Sírio), Filipinas (Frente Moro de Libertação Islâmica), Turquia (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, PKK) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
O Movimento para a Justiça e a Igualdade do Sudão e o Exército de Libertação do Sudão também participaram, assim como representantes das etnias karen e kachin de Mianmar.
Desde sua criação no ano 2000, a “Chamada de Genebra” dialogou com 90 grupos armados, e até o momento 45 deles se comprometeram a não utilizar minas antipessoais; dez a não recrutar crianças, e oito a proibir qualquer ato de violência sexual.
Os atos de compromisso foram depositados perante a administração do cantão de Genebra. EFE
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