Embarcações se unem à pequena Frota da Liberdade III rumo à Faixa de Gaza

  • Por Agencia EFE
  • 27/06/2015 06h44
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Jerusalém, 27 jun (EFE).- Três embarcações com ativistas e ajuda humanitária – Rachel, Vittorio e Juliano II – se uniram neste sábado ao navio Marianne, o único visível até agora da pequena Frota da Liberdade III, que zarpou rumo à Faixa de Gaza para romper o bloqueio israelense apoiado pelo Egito.

As embarcações, todas elas batizadas com nomes de ativistas palestinos mortos, começaram a navegar em águas internacionais “após partirem de diversos portos situados em vários pontos da Europa” afirmou em comunicado a organização, que define sua viagem como “uma ação pacífica para desafiar o bloqueio ilegal da Faixa de Gaza palestina”.

As quatro embarcações se unirão em alto-mar para tentar chegar juntas a Gaza, no prazo de três ou quatro dias, segundo a previsão da organização.

Os navios levam cerca de 50 pessoas, entre ativistas, políticos, jornalistas, artistas e defensores dos direitos humanos.

Uma das embarcações, Marianne, que transporta painéis solares para aliviar a falta de eletricidade na Faixa, foi a única que anunciou seu percurso ao público desde que partiu da Suécia no mês passado, enquanto a identificação e situação das outras foram mantidas em segredo para evitar sabotagens ou que as mesmas fossem impedidas de zarpar, garantiu a organização espanhola Rumbo a Gaza, em comunicado.

O deputado árabe-israelense Basel Ghatas está a bordo de uma das embarcações, assim como o ex-presidente de Tunísia, Moncef Marzouki.

A ativista espanhola Laura Arau, que colabora com a pequena frota em Atenas, na Grécia, assegurou ontem para a Agência Efe que os participantes sabem que Israel irá abordá-los, mas afirmou que o sucesso da missão não está somente em chegar ao litoral do território palestino.

Se forem detidos, sua missão também será bem-sucedida, opinou a ativista, já que “vai dar visibilidade ao bloqueio que existe em Gaza e vai expor Israel como um Estado pirata que aborda navios em águas internacionais e viola as convenções do mar e a legislação internacional”.

Laura atribui a participação europeia nesta iniciativa (denominada “Gaza, porto aberto”) ao fato de “os governos europeus não estarem fazendo o que devem: pressionar Israel para que cumpra com as resoluções da ONU”. EFE

aca/rpr

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