Emboscada jihadista mata 50 soldados no norte da Síria

  • Por Agencia EFE
  • 25/07/2014 16h01

Beirute, 25 jul (EFE).- Pelo menos 50 soldados morreram nesta sexta-feira em uma emboscada preparada pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) perto de um quartel nos arredores da cidade síria de Al Raqqah, bastião dos jihadistas, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os extremistas capturaram os soldados ao amanhecer na cidade de Abu Sharab, depois que recuaram do quartel, base da Divisão 17 das Forças Armadas e cenário de choques entre os dois lados.

O Observatório acrescentou que pelo menos 28 militantes do EI morreram entre ontem e hoje nos combates pelo controle do local.

Supostos combatentes do EI asseguraram nas redes sociais e foros empregados habitualmente pelos radicais que conseguiram hoje tomar o quartel e postaram supostos vídeos e fotografias do lugar.

No entanto, esta informação não foi confirmada nem pelo Observatório nem pelas autoridades sírias.

O Observatório apontou que os combates se prolongaram durante o dia de hoje e que uma coluna do exercito, respaldada por helicópteros e aviões, se transferiu da zona de Al Salamiya a Al Raqqah.

Por sua parte, a agência de notícias oficial síria “Sana” afirmou que os uniformizados da Divisão 17 foram “realocados” em preparação dos choques contra “grupos terrorismos armados”, perto de Al Raqqah.

Enquanto isso, na província setentrional de Al Hasaka, o EI sofreu hoje “perdas importantes”, segundo a agência estatal, quando tentou atacar uma unidade militar na capital homônima provincial.

A fonte, que citou testemunhas, ressaltou que depois que o exército repeliu os “terroristas”, estes se retiraram cerca de 15 quilômetros ao sul de Al Hasaka.

Nesta cidade, os militares abortaram ontem à noite um ataque dos jihadistas contra a sede do governamental Partido Al-Baath, disse a “Sana”.

O Observatório assinalou hoje que pelo menos 12 membros da formação política e guardas do local morreram nos choques em Al Hasaka.

O diretor dessa organização, Rami Abderrahman, disse hoje à Agência Efe que os ataques dos extremistas em Al Raqqah e Al Hasaka representam a maior ofensiva coordenada do EI contra as forças do regime na Síria, onde até uma semana se tinha limitado a combater contra outras facções islamitas.

O EI proclamou no final de junho um califado islâmico no território iraquiano e na Síria. EFE