Engenheira Patricia Cárdenas assumirá embaixada da Colômbia no Brasil

  • Por Agencia EFE
  • 18/03/2014 22h23

Bogotá, 18 mar (EFE).- A engenheira industrial Patricia Cárdenas Santamaría assumirá em meados de abril como embaixadora da Colômbia no Brasil, cargo rejeitado pelo vice-presidente Angelino Garzón, disse nesta terça-feira a ministra das Relações Exteriores colombiana, María Ángela Holguín.

Cárdenas, irmã do ministro da Fazenda, Mauricio Cárdenas Santamaría, é desde março de 2007 a embaixadora da Colômbia no Japão.

“O Brasil nos deu o beneplácito e a embaixadora estará retornando no mês de abril à Colômbia para transferir-se a Brasília”, disse a jornalistas a chanceler Holguín.

Cárdenas, de 55 anos, estudou na Universidade de Los Andes de Bogotá e fez uma especialização em Desenvolvimento Econômico na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Além disso, foi embaixadora concorrente na Austrália e Nova Zelândia, presidiu a Associação Bancária e de Entidades Financeiras da Colômbia (Asobancaria), vereadora de Bogotá e chefe de Escritório de Planejamento e Análise Econômicos Fiscais no Ministério da Fazenda.

Cárdenas ocupará o cargo para o qual tinha sido inicialmente designado o vice-presidente Garzón, que há algumas semanas desistiu de assumir a embaixada no Brasil, o que estava previsto para depois de 7 de agosto, dia em que termina o atual mandato.

Garzón argumentou então razões familiares e pessoais para não ser embaixador, mas em entrevista publicada pela última edição da revista “Semana” disse que não aceitou a nomeação porque um cachorro que tem como animal de estimação “está muito peludo e o clima quente de Brasília podia lhe prejudicar”.

A ministra Holguín manifestou sua surpresa e vergonha para as autoridades brasileiras por essa justificativa de Garzón para não assumir a embaixada.

“O Brasil não pôde comportar-se melhor com o vice-presidente depois de uma resposta dessas. Tenho muita vergonha e ofereço todas as desculpas ao governo brasileiro e a seu povo. Me entristece muito este tipo de respostas do vice-presidente”, assegurou Holguín. EFE