Entrada de ajuda humanitária em Homs não tem progressos, diz oposição síria

  • Por Agencia EFE
  • 27/01/2014 10h28

Genebra, 27 jan (EFE).- A oposição síria declarou nesta segunda-feira que não observou nenhum progresso em relação à entrada de ajuda humanitária ao centro histórico de Homs, como o ofereceu ontem o governo de Damasco através de sua delegação que participa das negociações de paz em Genebra.

“Não há progresso nem no acesso de ajuda a Homs nem na questão da libertação de prisioneiros”, declarou hoje um dos porta-vozes da aliança opositora, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Monzer Akbik.

O dirigente opositor disse que o governo se comprometeu a permitir a saída de Homs de mulheres e crianças, o que criticou porque – desde a perspectiva da oposição – o que deve ser feito é permitir que entre a ajuda essencial em alimentos e remédios.

“Depois que receber ajuda dentro de sua cidade, então o povo terá a liberdade de decidir se quer ficar ou sair”, disse.

Lamentou os comentários de ontem do vice-ministro sírio de Relações Exteriores, Faiçal Makdad, “dizendo que (as necessidades humanitárias em) Homs, a zona oriental de Guta e Yarmouk – um campo de refugiados palestinos ao sul de Damasco – são pequenos assuntos”.

“Para nós não é uma questão menor, trata-se de nossa gente que está sofrendo e, dizendo isso, o governo prova mais uma vez que o que importa não são as pessoas, mas se manter no poder”, comentou.

Ontem, Makdad havia pedido à imprensa para “não insistir em discutir sobre a situação em apenas um lugar”, quando a violência está estendida por todo o país.

“Nós julgaremos o regime não pelo que disser, mas pelo que fizer”, declarou por sua vez Akbik.

O porta-voz opositor confirmou que as conversas de hoje entram totalmente em questões políticas, mas esclareceu que a situação em Homs “continua sobre a mesa”.

Assegurou que o Crescente Vermelho Síria, a sociedade de socorro nacional, está fora da área cercada em Homs e “confirmou que pode entrar em qualquer minuto”, sempre e quando for autorizado e receber as garantias necessárias. EFE