Erekat se reúne com Mashal para pedir que Hamas se una à OLP

  • Por Agencia EFE
  • 04/09/2015 12h00

Jerusalém, 4 set (EFE).- O secretário-geral da Organização para a Libertação Palestina (OLP), Saeb Erekat, se reuniu com o chefe político do movimento islamita Hamas no exílio, Khaled Meshaal, para tentar convencer sua organização que participe do próximo Conselho Nacional Palestino (CNP).

Segundo confirmou nesta sexta-feira à Agência Efe uma fonte da OLP que pediu para não ser identificada, o pouco habitual encontro aconteceu ontem no Catar e o líder do Hamas não deu uma resposta concreta à solicitação de Erekat.

Pouco após ser eleito para o cargo em julho, Erekat estendeu a mão ao Hamas e à Jihad Islâmica, excluídos da organização, para se unir à mesma e enviar seus delegados à próxima reunião do Conselho Nacional, que faz as vezes de parlamento e representa os 11 milhões de palestinos de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e no exílio.

O encontro no Catar aconteceu um dia depois que os representantes do Hamas em Gaza pediram a todas as facções palestinas que boicotem a sessão do Conselho Nacional, convocada para 14 de setembro em Ramala.

Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas em Gaza, encorajou o resto das forças a não comparecerem ao encontro para “evitar que (o presidente palestino, Mahmoud) Abbas, realize uma ação tão absurda”, após renunciar como líder da OLP para forçar uma reeleição do Comitê Executivo, que não se renovou em cerca de duas décadas e que deve ser nomeado pelo Conselho Nacional Palestino.

Junto a Abbas, renunciaram outros nove dos 18 membros do Comitê, entre eles Erekat.

“O Hamas reitera que a decisão unilateral de Abbas de realizar uma sessão do CNP sob tais circunstâncias significa que está eliminando todos os acordos e entendimentos, e danificando a unidade palestina”, criticou Abu Zuhri, insistindo na desaprovação do grupo sobre o encontro.

“A liderança do Hamas não está unida nesta questão. É verdade que os líderes em Gaza querem boicotar o encontro, mas esta não é a posição de toda a facção, especialmente da liderança no exterior”, disse a fonte da OLP. EFE