Espanha: 40% dos universitários tem trabalhos de qualificação inferior

  • Por Agencia EFE
  • 13/02/2014 12h42

Madri, 13 fev (EFE).- Quatro em cada dez universitários com trabalho na Espanha estão empregados em postos com um nível de qualificação inferior aos estudos que cursaram, segundo dados de 2012 para graduados no período 2005-2006.

Segundo o relatório “Dados básicos do Sistema Universitário Espanhol”, apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação, no período 2012-2013 ocorreu a primeira queda de beneficiados universitários com bolsas de estudos em seis anos, 8.671 a menos.

No período, o Ministério da Educação aumentou pela primeira vez as exigências acadêmicas de acesso e manutenção das bolsas de estudos.

Segundo cálculos ministeriais sobre dados de regiões e universidades, o número de estudantes universitários caiu 0,8% neste período (2013-2014) em comparação com o anterior, o que está “diretamente relacionado” com a redução da população de entre 18 e 24 anos.

Em entrevista coletiva, o secretário do Estado espanhol de Universidades, Federico Morán, rejeitou que tenha ocorrido uma queda catastrófica de estudantes por conta de bolsas de estudos mais exigentes e por conta das taxas mais altas pagas pelos estudantes.

No entanto, este aumento das taxas de matricula, que o Ministério da Educação considera que foi “moderado”, se soma ao do período anterior (2012-2013), que foi de 16,7%.

O Ministério calcula que o custo médio de matrícula de um curso completo para um aluno de universidades públicas é de 1.105 euros.

Quanto às bolsas de estudos, 263.682 estudantes desfrutaram de um tipo geral no período 2012-2013, por um valor total de 757 milhões de euros, o que representa 6.608 beneficiados a menos que no período anterior.

No entanto, podem aumentar os pedidos ao ter caído a renda das famílias espanholas com a crise, por isso que mais alunos poderiam cumprir os requisitos econômicos.

O Ministério prevê para este período uma matrícula total de 1.438.115 alunos de grau, com uma maior queda nas universidades privadas (-2,3%) do que nas públicas (-0,6%).

No entanto, a taxa conjunta de escolarização universitária chega até 29,7% devido a uma queda da população em idade universitária (18-24 anos) de 3,2% em 2014.

Apesar de 40% dos universitários trabalharem em postos que necessitam de menor qualificação, destacou Morán, o desemprego dos graduados superiores era de 15% em 2012, quando a taxa global era de 25% aproximadamente. EFE