Especial “Rodovias Brasileiras”, capítulo 2: escoamento ineficaz atrapalha logística e exportações

  • Por Jovem Pan
  • 02/06/2015 16h05
Colheita de soja. Foto: Jonas Oliveira/ANPrRodovias brasileiras

A Jovem Pan continua apresentando o especial sobre as rodovias brasileiras. Neste segundo capítulo da série vamos acompanhar o comportamento da cadeia logística, as dificuldades no transporte e escoamento das safras, e saber como as exportações são afetadas.

Com sonoplastia de Reginaldo Lopes e reportagem de Daniel Lian, acompanhe o segundo episódio da série.

O descuido com as rodovias brasileiras atravessa gerações. Ao longo de décadas a convivência com o descaso. Esta omissão impede um crescimento mais vigoroso do País. Esses percalços e essas mazelas recaem sobre o setor produtivo, aquele mesmo que gera empregos e renda.

A coordenadora de economia da Confederação Nacional do Transporte, Priscila Santiago acentua que os problemas ocasionados em uma rodovia, implicam num efeito cascata. (Ouça todos os detalhes das entrevistas no áudio acima)

Essa mesma leitura faz o ex-presidente do sindicato dos despachantes aduameiros.
Valdir dos Santos engrossa o coro daqueles que resvalam nas exportações e também culminam na ponta final da cadeia, no consumidor.

Valdir fala sobre os custos dos materiais. Ouça no áudio acima

O setor do agronegócio, uma das rodam que fazem o Brasil caminhar e se desenvolver sofre com as condições das estradas. O presidente da Associação Brasileira de Cerealistas enfatiza que os impactos sobre o escoamento da safra são danosos devido as condções das rodovias.

Ronaldo Dehn Freitas avalia que é preciso reverter este quadro. Ele expõe um dado alarmante, cerca de 7% da produção é perdida durante o transporte.

A eficácia do setor logístico esbarra no estágio atual de grande parte das estradas. Um número preocupante é que de aproximadamente 1,6 milhão de quilômetros de rodovias, apenas cerca de 204 mil quilômetros são pavimentados, muito pouco pra um país continental. Pedro Francisco Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística indica que se os investimentos fossem adequados o desperdício seria minimizado.

Essa diferença quem paga no Brasil é o consumidor“, disse.

No próximo capítulo da série de reportagens, um retrato das perdas para o país com internações, morte ou invalidez em razão dos acidentes. A comparação com países desenvolvidos e o aumento do Custo Brasil.