Estado Islâmico assume autoria de atentados contra igrejas coptas no Egito

  • Por EFE
  • 09/04/2017 10h59
Tanta (Egypt), 09/04/2017.- People gather in front of Mar Girgis church after a bomb explosion, Tanta, 90km north of Cairo, Egypt, 09 April 2017. According to the Egyptian Health Ministry, at least 28 were killed and 71 injured in a bomb explosion at Mar Girgis Coptic church in the central delta city of Tanta during the Palm Sunday mass. (Egipto) EFE/EPA/MOHAMED HOSSAM EFE/EPA/MOHAMED HOSSAM Pessoas se reúnem e choram em frente à Igreja do Mar Girgis na cidade de Tanta

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assegurou neste domingo em um comunicado divulgado pelas redes sociais que dois terroristas suicidas cometeram os atentados contra duas igrejas do norte de Egito, nos quais morreram pelo menos 44 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

Em um comunicado cuja veracidade não pôde ser comprovada, o EI identificou Abu Baraa al Masri como o homem que atacou a catedral da cidade mediterrânea de Alexandria, onde morreram pelo menos 17 pessoas, segundo os dados do Ministério da Saúde egípcio.

O extremista se dirigiu para “um grupo de cruzados na igreja de São Marcos de Alexandria e detonou seu colete de explosivos deixando dezenas de mortos e feridos”, diz o comunicado.

Pouco antes, “o irmão mártir Abu Ishaq al Masri detonou seu colete contra outra concentração na igreja de São Jorge em Tanta”, cidade situada no delta do Nilo, 120 quilômetros ao norte do Cairo, onde morreram 27 fiéis.

No mesmo comunicado, o EI ameaçou os cristãos egípcios e os muçulmanos “apóstatas”, os quais “pagarão o preço (…) com o derramamento do sangue de seus filhos”.

Anteriormente, a agência de notícias “Amaq”, ligada aos extremistas, já havia informado que o EI estava por trás dos atentados contra as igrejas coptas.

A filial egípcia do EI também reivindicou a autoria do ataque do último dia 11 de dezembro contra a igreja de São Pedro, situada junto à catedral do Cairo, no qual 28 fiéis morreram em uma explosão provocada por um terrorista suicida.

Os ataques acontecem 20 dias antes da visita do papa Francisco ao Egito, que está prevista para os dias 28 e 29 de abril, a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio.