Estado Islâmico do Iraque e do Levante desafia líder da Al Qaeda

  • Por Agencia EFE
  • 12/05/2014 14h52

Cairo, 12 mai (EFE).- O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) culpou nesta segunda-feira o líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pela divisão entre os jihadistas na Síria e advertiu que a organização não abandonará sua luta nesse país porque “não lhe deve obediência”

O porta-voz do EIIL, Abu Mohammed al Adnani, afirmou que o grupo não se retirará da Síria “porque isto é impossível, ilógico e irreal”.

“A Síria se transformou agora em algo imprescindível para o Estado Islâmico, muito mais do que foi ontem”, disse.

Adnani recriminou Zawahiri por nunca ter perguntado sobre “seus soldados, armas, financiamento, comida, necessidades problemas”.

“Nunca se dirigiu a nós nem nos levou em conta, só o fez quando já tinha provocado o massacre na Síria”, disse o porta-voz em mensagem de áudio divulgado em sites jihadistas.

O porta-voz argumentou que o EIIL “não é um braço pertencente da Al Qaeda e nunca será”, mas afirmou que sempre que se perguntava pela relação com essa organização, respondia-se que “é uma relação de um emir com seus soldados e com o objetivo de manter unida a voz da jihad em nível mundial”.

Adnani pediu a Zawahiri que reconheça seus erros e assuma a culpa para mudar de rumo a situação, caso contrário “continuará a divisão e as lutas internas entre os jihadistas de todo o mundo”.

No entanto, o porta-voz deu ao líder “uma nova oportunidade de ser o sucessor do melhor antecessor, já que o xeque Osama (Bin Laden) uniu todos os jihadistas em torno de uma só palavra, que Zawahiri se encarregou de dispersar, dividir e destroçar”.

Os combates entre a Frente al Nusra e o EIIL ocorrem apesar do primeiro grupo ter anunciado que abandonaria a luta contra seu oponente para obedecer uma ordem de Zawahiri.

O líder estabeleceu que o braço da Al Qaeda na Síria é a Frente al Nusra e pediu ao EIIL que limite sua atividade ao Iraque, como ocorria no passado. EFE