Estônia organizará trânsito de mercadorias à China através do Cazaquistão

  • Por Agencia EFE
  • 02/03/2015 15h31

Astana, 2 mar (EFE).- A Estônia estuda organizar o trânsito de mercadorias entre Europa e China através do território do Cazaquistão, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Junta do porto de Tallinn, Ain Kaljurand, durante a visita que realiza a Astana.

“Estamos considerando o trânsito de mercadorias entre Europa e Ásia através do porto de Tallinn, no Mar Báltico (Estônia), e o porto de Lianyungang, no Mar Amarelo (China)”, disse o representante estoniano.

Kaljurand também explicou que seu país vai estudar “que tipo de carga pode ser levada do porto de Tallinn, através do Cazaquistão, até o porto de Lianyungange”.

Esta possibilidade “é factível, já que a empresa nacional de ferrovias do Cazaquistão, KazakhstanTemirZholy, está construindo seu próprio terminal no porto chinês de Lianyungang”, declarou o presidente do porto de Tallinn.

Cazaquistão e China assinaram um acordo sobre o uso conjunto do porto de Lianyungang para o transporte de carga durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Cazaquistão em 2013.

As partes acordaram que a China proporcionaria ao Cazaquistão uma parcela no porto para a construção de um terminal de carga.

O chefe do porto de Tallinn disse que “se a tarifa for propícia para o transporte, o trânsito entre Estônia e Cazaquistão será uma realidade”.

Além disso, ele acrescentou que “o porto de Tallinn, um dos maiores do Mar Báltico, está muito abaixo de sua capacidade”.

O representante estoniano ressaltou que, há sete anos, “o transporte de produtos de exportação do Cazaquistão como cereais, carvão, petróleo e seus derivados era realizado através deste porto, mas diminuiu consideravelmente nos últimos anos”.

“Em dezembro do ano passado, o transporte de carvão do Cazaquistão através do porto de Tallinn era de 40.000 a 50.000 toneladas, e há sete anos esta quantidade era cinco vezes maior. O manejo de grão era de um milhão e meio de toneladas, mas hoje é zero”, afirmou Ain Kaljurand

Segundo especialistas, o uso da infraestrutura de transporte do Cazaquistão pode proporcionar à China o fornecimento de bens à Europa em apenas duas semanas, enquanto o transporte por outras vias precisa de ao redor de dois meses. EFE