EUA avaliam participação em invasão de Mossul
Washington, 20 fev (EFE).- Os Estados Unidos avaliam o nível de envolvimento que as tropas americanas terão na ofensiva programada para abril ou maio pelos estrategistas militares do Pentágono na cidade de Mossul, no Iraque, que atualmente é controlada pelo Estado Islâmico (EI), informaram nesta sexta-feira fontes militares.
Fontes do Comando Central, encarregado das operações no Oriente Médio, revelaram a jornalistas que estão trabalhando com as Forças Armadas iraquianas e com os “peshmergas” curdos em um plano para invadir Mossul – cidade iraquiana controlada pelos islamitas do EI desde junho de 2014.
O ataque, movimento essencial para retirar o EI do Iraque, contará com três brigadas “peshmerga” (forças do Curdistão iraquiano), militares das Forças de Segurança iraquianas e forças tribais opostas aos extremistas sunitas de Abu Bakr al Bagdadi.
Entre 20 e 25 mil soldados iraquianos e curdos participarão da ofensiva, e contarão com apoio aéreo dos EUA, e assistência de assessores militares, já alocados no Iraque para fornecer inteligência e treinamento.
Os EUA treinarão brigadas e unidades para suportar o peso da batalha e determinarão se elas estão prontas para a ofensiva.
O Comando Central espera que as Forças Armadas americanas se limitem a equipar, facilitar a logística e dar apoio aéreo e de inteligência aos iraquianos, embora o Pentágono não descarte a possibilidade de forças especiais ajudarem a marcar alvos no terreno.
O governo americano ainda está debatendo o grau de envolvimento das tropas americanas na operação, porque a Casa Branca reiterou que não quer que suas tropas tenham papel de combate e se exponham à possíveis mortes, com grande custo político.
Fontes do Pentágono disseram que será “problemático” caso a ofensiva não aconteça antes do verão do hemisfério norte e do mês do Ramadã, quando completará um ano desde a invasão do EI à cidade.
Até o momento, o Pentágono está concentrando seus esforços em bombardeios aéreos contra posições do EI nos arredores de Mossul e, com a ajuda de forças locais, em cortar as vias de abastecimento dos jihadistas.
O Comando Central anunciou que desde quinta-feira a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos realizou cinco ataques aéreos contra unidades táticas, posições de combate e um blindado do EI nos arredores de Mossul.
O Pentágono estima que o Estado islâmico tenha entre um e dois mil milicianos em Mossul. EFE
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