EUA negam reportagem israelense de que Obama convidou Netanyahu para reunião

  • Por Reuters
  • 16/06/2015 14h31
ISR - ISRAEL/TURQUIA/FLOTILHA HUMANITÁRIA - INTERNACIONAL - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede coletiva em seu escritório em Jerusalém, neste domingo (23). O ataque realizado por forças israelenses em 2010 contra uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza está de acordo com a lei internacional, afirmou um relatório sobre o tema divulgado neste domingo pelo governo de Israel. O documento sustenta que o bloqueio naval realizado no enclave palestino também é legal, segundo a lei internacional. 23/01/2011 - Foto: DEBBIE HILL/POOL/ASSOCIATED PRESS/AEBenjamin Netanyahu

A Casa Branca negou a informação divulgada por um jornal israelense nesta terça-feira (16) de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convidou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para uma reunião em Washington, no mês que vem.

Citando fontes anônimas do Departamento de Estado norte-americano, o diário Yedioth Ahronoth disse que os dois líderes poderiam se reunir nos dias 15 e 16 de julho na Casa Branca, após o prazo final de 30 de junho para as potências mundiais chegarem a um acordo com o Irã sobre o programa nuclear da República Islâmica, tema que tem gerado atrito entre Estados Unidos e Israel.

Desde a eleição de Netanyahu para um quarto mandato no dia 17 de março, autoridades norte-americanas e israelenses têm dito esperar que o premiê encontre Obama novamente. Mas nenhuma data foi definida ainda, e uma autoridade da Casa Branca negou que Netanyahu tenha recebido qualquer convite dos Estados Unidos.

“Nenhum convite foi feito, embora certamente esperemos que haverá ocasião para que os dois líderes se reúnam em Washington em algum momento no futuro”, disse a autoridade, sob condição de anonimato, em resposta à reportagem do jornal israelense.

Um porta-voz do gabinete de Netanyahu não tinha nenhum comentário oficial de imediato. Falando sob condição de anonimato, autoridades israelenses, no entanto, disseram a jornalistas que o convite foi recebido.

Netanyahu tem criticado a possibilidade de acordo com o Irã, que Israel teme que dará à República Islâmica os meios de fabricação de uma bomba atômica, ao mesmo tempo que garantirá ao país o alívio das sanções que pode ajudar os iranianos a financiar seus aliados militantes islâmicos no Oriente Médio. O Irã afirma que seus programas nucleares são pacíficos.