EUA reiteram firme compromisso com Coreia do Sul perante ameaça norte-coreana

  • Por Agencia EFE
  • 22/08/2015 18h18

Washington, 22 ago (EFE).- O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Martin Dempsey, ligou na sexta-feira para seu colega sul-coreano, o almirante Choi Yoon-hee, para reiterar “o firme compromisso americano na defesa da Coreia do Sul”, informou neste sábado o Pentágono.

Segundo apontou o porta-voz do Exército, Greg Hicks, em comunicado, “Dempsey também reiterou a força da aliança entre EUA e Coreia” e os dois líderes concordaram em “seguir de perto as ações da Coreia do Norte nos próximos dias”. Eles também falaram sobre ambos países continuarem trabalhando “estreitamente para impedir novas provocações da Coreia do Norte e reduzir as tensões”.

A Coreia do Norte desdobrou hoje na fronteira baterias móveis de artilharia com as quais poderia lançar um ataque contra os alto-falantes sul-coreanos que emitem propaganda contra o regime de Kim Jong-un, segundo informaram as Forças Armadas de Seul.

Além disso, as forças asseguraram que a Coreia do Norte desdobrou reboques de artilharia e executou vários movimentos de tropas, o que para os sul-coreanos representa uma clara evidência de que o país vizinho está se preparando para um ataque.

A Coreia do Norte reiterou desde quinta-feira seu ultimato a Seul, ameaçando o país vizinho com ações militares se não desligar e retirar os alto-falantes da fronteira às 17h local deste sábado (5h, em Brasília).

O regime de Kim aumentou hoje o tom de suas ameaças ao assegurar que suas tropas estão preparadas para uma “guerra total” caso a Coreia do Sul não cumpra com o ultimato exigido.

Isto representa um novo avanço na tensão militar suscitada na quinta-feira com uma troca de tiros de artilharia na fronteira entre os dois países.

As duas Coreias permanecem tecnicamente enfrentadas desde a Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício ao invés de um tratado de paz.

Por causa daquele conflito, os EUA mantêm 28,5 mil tropas na Coreia do Sul e se compromete a defender seu aliado caso haja uma guerra com o país vizinho. EFE