EUA reiteram que “não fecharam as portas” para diálogo com Venezuela

  • Por Agencia EFE
  • 18/01/2014 04h26

Washington, 17 jan (EFE).- Os Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira (17) que “não fecharam as portas” e que “continuam dispostos” a retomar o diálogo com a Venezuela, mas descartaram que tivessem ocorrido avanços a respeito, informou Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado, em entrevista coletiva.

“Não fechamos nenhuma porta, e estamos prontos para sentar com a Venezuela, mas não tenho nenhum anúncio a fazer em termos de próximos passos”, afirmou Psaki.

A porta-voz se referia assim às declarações feitas nesta semana pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que afirmou que seu governo está disposto a retomar o diálogo com os Estados Unidos, baseado em um “respeito mútuo” para caminhar rumo a uma “relação positiva”.

Jen reconheceu estar a par desses comentários, mas se limitou a manter a postura oficial de Washington.

“Como o secretário de Estado John Kerry disse em repetidas ocasiões, os EUA acreditam que os dois países se beneficiariam de uma relação produtiva e funcional em áreas de interesse mútuo, inclusive aquelas que afetam à segurança dos cidadãos como a luta contra o terrorismo e o narcotráfico, e no âmbito comercial”, disse a porta-voz americana.

Além disso, lembrou que Kerry se reuniu com seu colega, o chanceler Elías Jaua, em junho de 2013 na Guatemala durante uma cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde expressou sua “vontade” de retomar o diálogo.

“Não tenho nada de novo para prever o que vai ocorrer, se vai ocorrer e como, só que estamos abertos. Por isso, veremos até onde vamos a partir daqui”, acrescentou.

Venezuela e Estados Unidos mantêm as embaixadas apenas com encarregados de negócios desde o final de 2010.

Nos últimos meses, a Venezuela cancelou em duas ocasiões iniciativas para manter conversas com os Estados Unidos em reação aos comentários de funcionários americanos que considerou como uma intromissão.

Além disso, as relações chegaram ao seu pior momento em setembro com a decisão de Maduro de expulsar três funcionários da embaixada americana em Caracas por suposta intromissão em assuntos internos.