Ex-diplomata dos EUA faz visita incomum à Coreia do Norte

  • Por Agencia EFE
  • 11/02/2014 03h02

Seul, 11 fev (EFE).- O ex-diplomata dos Estados Unidos Donald Gregg se encontra na Coreia do Norte, informou a agência estatal de Pyongyang, em uma viagem aparentemente orientada para conseguir a libertação do cidadão americano Kenneth Bae, detido em 2012 no país comunista.

“Donald Gregg, presidente do Pacific Century Institute dos EUA, e sua comitiva chegaram aqui na segunda-feira”, informou em um breve comunicado a agência “KCNA”, sem oferecer detalhes sobre o motivo da visita e a agenda dos convidados americanos em Pyongyang.

O próprio Gregg declarou em sua chegada no aeroporto de Pyongyang que tem “vontade de dialogar”, mas não especificou os temas que serão tratados, nem as autoridades norte-coreanas com as quais deverá se reunir, segundo declarações divulgadas pela agência japonesa “Kyodo”.

No entanto, tudo indica que a viagem do ex-agente da CIA, ex-embaixador americano na Coreia do Sul e agora presidente do citado “Think Tank”, com sede na Califórnia, está orientado a falar sobre a prisão do missionário americano Kenneth Bae.

Um dia antes da chegada da comitiva americana, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que a Coreia do Norte tinha cancelado a próxima visita de Robert King, enviado de Washington, para negociar a libertação do americano preso.

Kenneth Bae, de 45 anos, foi detido em novembro de 2012 e condenado no dia 30 de abril do ano passado pela Suprema Corte norte-coreana a 15 anos de trabalhos forçados por violar o artigo 60 da Constituição do país, que faz referência a crimes com o objetivo “de derrubar o regime”.

Apesar de o delito nunca ter sido especificado pela Coreia do Norte, sabe-se que Bae, que trabalhava como operador de turismo em uma cidade na fronteira com a China e também era um missionário cristão, entrou na zona econômica especial norte-coreana de Rason (nordeste) junto com cinco turistas no início de novembro de 2012.

No último dia 20 de janeiro, Bae deu uma entrevista para a imprensa na Coreia do Norte para expressar seu desejo de ser libertado o mais rápido possível e retornar a sua família nos EUA. EFE