Ex-núncio da República Dominicana acusado de pedofilia será julgado em julho

  • Por Agencia EFE
  • 15/06/2015 10h23

Cidade do Vaticano, 15 jun (EFE).- O Vaticano anunciou nesta segunda-feira que o julgamento do ex-núncio da República Dominicana Jozef Wesolowski, acusado de abusar de menores no país, será iniciado no próximo dia 11 de julho.

“O presidente do Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano, o professor Giuseppe Dalla Torre del Tempio di Sanguinetto, com o decreto do dia 6 de junho, acolheu o pedido do escritório do Promotor de Justiça e determinou o julgamento do ex-núncio apostólico na República Dominacana Jozef Wesolowski”, afirmou o Vaticano em comunicado.

“O ex-prelado é acusado de vários delitos, cometidos seja durante sua estadia em Roma desde agosto de 2013 até o momento de sua detenção (22 de setembro de 2014), seja no período transcorrido na República Dominicana, durante os cinco anos em que desempenhou o cargo de núncio apostólico”, explicou o Vaticano.

Wesolowski foi nomeado núncio na República Dominicana e delegado apostólico em Porto Rico no dia 24 de janeiro de 2008. Ele renunciou a ambos os cargos no dia 2 de agosto de 2013, acrescentou a nota.

No comunicado divulgado à imprensa, a Santa Sé indicou que Wesolowski, de 66 anos, está sendo acusado do crime de “posse de material pornográfico-pedófilo” durante seu período em Roma.

Sobre a passagem do religioso polonês antes de sua chegada a Roma, “as acusações se baseiam no material probatório enviado pela autoridade judicial de Santo Domingo (capital da República Dominicana) sobre os abusos sexuais de menores”.

Segundo o Vaticano, o órgão judicial competente poderá utilizar “perícias técnicas em equipamentos informáticos usados pelo acusado” ou “formas de cooperação internacional para a avaliação das provas testemunhais procedentes das autoridades dominicanas”.

“É um procedimento delicado e articulado, no qual a intenção de todas as partes interessadas no julgamento é efetuar a análise mais detalhada sobre as provas”, indicou o Vaticano.

Em setembro do ano passado, Wesolowski foi submetido à prisão domiciliar em Roma como medida cautelar por expressa decisão do papa Francisco devido “às graves acusações de abusos de menores na República Dominicana”. EFE