Exército do Iraque recupera terreno em Al-Anbar, Saladino e Diyala

  • Por Agencia EFE
  • 05/07/2014 12h35
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Bagdá, 5 jul (EFE).- O exército do Iraque centrou suas operações nesta terça-feira nas províncias de Al-Anbar, Saladino e Diyala, onde tenta recuperar o terreno perdido para insurgentes sunitas, liderados pelo jihadista Estado Islâmico (EI).

Em Al-Anbar, na fronteira com a Síria e um dos feudos da insurgência, foram registrados violentos choques entre as tropas, apoiadas pela milícia sunita pró-governo Conselhos de Salvação, e os insurgentes na zona de Al Jaldia.

Uma fonte de segurança de Ramadi, capital de Al-Anbar, informou à Agência Efe que há vítimas dos dois lados, mas sem pode precisar o número.

Os insurgentes atacaram também vários postos de controle da polícia e dos Conselhos de Salvação nos bairros de Al-Jumhuriya e Al-Malaa, no centro de Ramadi, o que causou a morte de quatro policiais.

Também explodiram uma ponte na estrada que une Bagdá e Ramadi, na altura da cidade de Faluja, nas mãos dos insurgentes desde janeiro.

Em Saladino, no norte de Bagdá, há confrontos intermitentes nos subúrbios da capital, Tikrit, e também na refinaria da cidade de Biji, a maior do país.

Estas duas cidades, assim como Al Sharqat e Samarra, foram bombardeadas pelo exército, sem ainda dados do número de vítimas.

Quanto a Diyala, no nordeste do país, dois supostos membros do EI e um soldado curdo “peshmerga” morreram em combates em Yalula, no nordeste de Baquba, capital provincial.

Em Al Dulab, perto de Baquba, outros dois homens morreram.

A milícia xiita Asaeb Ahl al-Haq explodiu uma mesquita sunita na periferia de Sharuin, em um novo ato que demonstra a tintura sectária do conflito.

Uma fonte policial em Al Hilla, capital da província de Babel, no sul de Bagdá, disse à Efe que as forças do governo mataram cinco milicianos do EI em Yurf al Sajr.

O conflito iraquiano adquiriu uma nova dimensão no domingo com a proclamação pelo EI de um califado que vai da província síria de Aleppo ao estado iraquiano de Diyala, após avançar em territórios do Iraque. EFE

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