Exército do Líbano e jihadistas do EI voltam a se confrontar em Trípoli

  • Por Agencia EFE
  • 25/10/2014 11h59

Os combates entre o exército do Líbano e membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) foram retomados neste sábado (25) na cidade de Trípoli, no norte do país, onde uma pessoa morreu e outras 13 ficaram feridas.

A ANN (Agência Nacional de Notícias) destacou que os confrontos explodiram mais uma vez após algumas horas de tranquilidade. Por enquanto, os enfrentamentos resultaram em um morto (um cidadão egípcio) e cinco civis feridos. Já o exército libanês afirmou em comunicado que oito soldados ficaram feridos, entre eles um oficial.

“Os terroristas tratam de desestablizar a segurança em Trípoli, incitam o sectarismo e a discórdia. Por esse motivo, o exército entrou na área de Zahrieh e lutou contra um grupo que ali se encontrava, utilizando armas leves e de meio calibre antes de cercar os antigos mercados”, acrescentou a nota.

As forças armadas também afirmaram que estão investigando os locais suspeitos para prender possíveis assaltantes e apresentá-los à Justiça.

As baixas no lado extremistas são desconhecidas porque a Cruz Vermelha do Líbano não tem acesso ao local onde os confrontos ocorreram.

Segundo a ANN, o exército segue disparando contra os radicais e cerca os mercados velhos de Trípoli, considerados pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Os combates começaram na noite de sexta-feira (24) e depois se estenderam a outras áreas de Trípoli, depois que circularam rumores sobre a morte de um desertor do exército em uma batida realizada pelos militares líbanos em Denniye, no norte do país.

Três jihadistas morreram e um soldado ficou ferido nessa operação, que permitiu a prisão de um líder do EI supostamente envolvido na decapitação de um soldado libanês.

Pelo menos 27 soldados e policias do Líbano estão nas mãos do Ei e da Frente al Nusra – filial da Al Qaeda na Síria – desde agosto, quando houve uma série de confrontos na região de Arsal, na fronteira com a Síria, deixando 19 militares mortos e 86 feridas.

Desde a explosão do conflito na vizinha Síria, em março de 2011, os atentados, sequestros e enfrentamentos armados e outros atos violentos têm aumentado no Líbano, dividido entre partidários e opositores do presidente sírio, Bashar al Assad.