Explosão de bomba em Bogotá, a quarta em um mês, deixa danos materiais

  • Por Agencia EFE
  • 06/03/2015 12h29
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Bogotá, 6 mar (EFE).- A explosão de um bomba ocorrida nas últimas horas em Bogotá, a quarta em um mês, deixou leves danos materiais nos edifícios próximos ao local da detonação, informou nesta sexta-feira o diretor da Polícia da Colômbia, o general Rodolfo Palomino.

A bomba explodiu durante a madrugada nas imediações de uma filial de um banco do bairro de Teusaquillo e arrebentou vários vidros dos arredores, uma ação que pode ser obra da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda do país, segundo Palomino.

“É uma ação que procura gerar propaganda, alguma insipidez, o típico de uma ação terrorista (…) não descartaria que se tratasse de uma ação do ELN”, sustentou em declarações à “Caracol Radio”.

Palomino explicou que neste tipo de situações os rebeldes “utilizam uma célula, pessoas contratadas que levam a carga explosiva”, embora tenha dito que as investigações não foram concluídas e que a polícia oferece 50 milhões de pesos (cerca de US$ 19,5 mil) para quem forneça pistas.

O funcionário afirmou que esta ação tem similitudes com outras duas detonações registradas no mês passado na capital colombiana, produzidas na zona cêntrica de La Macarena e nas cercanias da sede do partido Opção Cidadã e do Conselho de Bogotá, onde uma pessoa ficou levemente ferida.

“Têm similaridade em sua forma e em seu propósito, assim como em sua ativação”, detalhou.

Com esta já são quatro as explosões registradas em Bogotá em um mês, pois às já citadas se somam a uma ocorrida em fevereiro no populoso bairro de Kennedy, uma ação que a Polícia descarta que esteja relacionada.

Em junho do ano passado, também ocorreram várias explosões menores em Bogotá, que dias depois foram atribuídas ao Exército de Libertação Nacional para comemorar seu 50º aniversário.

O governo colombiano e o ELN estão desde janeiro de 2014 em “diálogos exploratórios” com o propósito de iniciar uma negociação de paz similar mantida com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de dois anos em Cuba. EFE

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