Exportações da China caem 6,6% em março

  • Por Agencia EFE
  • 10/04/2014 01h24

Pequim, 10 abr (EFE).- A China, a principal economia exportadora do planeta, registrou durante o mês de março um volume de vendas para o exterior de US$ 170,11 bilhões, uma queda de 6,6%, em estimativa anual, com relação ao mesmo mês do ano passado.

Este é o segundo mês consecutivo em que o gigante asiático experimenta uma redução de suas exportações, depois da queda de 18,1% em fevereiro.

Segundo os dados publicados hoje pela Administração Geral de Alfândegas do país asiático, as importações alcançaram US$ 162,41 bilhões de dólares em março, o que representa uma redução de 11,3%.

Em março, a China manteve um superávit comercial em seu balanço de pagamentos de US$ 7,7 bilhões, pois a redução nas importações foi praticamente duas vezes maior que a das exportações.

No entanto, os dados acumulados durante o primeiro trimestre do ano mostram o enfraquecimento do comércio exterior do país, que caiu 1% em comparação com o mesmo período de 2013, muito longe dos 7,5% de crescimento que Pequim propôs para este ano.

De fato, o superávit comercial do gigante asiático acumulado até março caiu 59,7% em relação aos três primeiros meses do ano anterior.

A queda, pelo segundo mês consecutivo, do volume do comércio exterior chinês aumenta os temores que a desaceleração da segunda maior economia mundial possa ser mais forte do que a prevista por Pequim, que estabeleceu como meta um crescimento econômico de 7,5% para este ano.

As autoridades chinesas ressaltaram, em várias ocasiões, que a taxa de crescimento em si “não é tão importante” e afirmaram que a prioridade é a geração de emprego.

A China está imersa em um processo de mudança de seu modelo econômico, até agora baseado no investimento público e nas exportações, para que o consumo e o investimento privado passem a ser o motor de crescimento.

As reformas para essa mudança, no entanto, estão levando a segunda economia mundial a crescer com seus índices mais baixos em décadas – 7,7% em 2013 -, mas que ainda estão muito acima da média mundial. EFE