Faculdade de Medicina da USP prestará depoimento à CPI que investiga trotes e estupros

  • Por Jovem Pan
  • 15/01/2015 09h22
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O diretor da Faculdade de Medicina da USP irá prestar depoimento à CPI que investiga trotes e estupros nas universidades paulistas. José Otávio Auler Júnior e o presidente da Comissão de Graduação, Edmund Chada Baracat, foram convocados pela Assembleia Legislativa.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito se diz impressionado com os relatos dos alunos e os compara a práticas de tortura. Em entrevista a Marcelo Mattos, o deputado Adriano Diogo, do PT, ressaltou que a conivência das universidades perpetua a violência.

Alunos Esalq, USP de Piracicaba, relataram agressões, ingestão obrigatória de urina e vômito, bebidas alcóolicas com drogas e abusos sexuais. Felipe Yarid afirmou que foi atacado mais de 50 vezes, com veneno, pesticidas lançados nas suas costas após se rebelar contra os trotes violentos.

Sob alegação de que os episódios ocorrem fora do ambiente universitário, os reitores se limitam a abrir sindicâncias, sem punir ninguém. Essa é a avaliação do professor da Esalq, Antonio Ribeiro Júnior, que defende que as práticas sejam criminalizadas.

A CPI da Usp e outras universidades foi criada para apurar as denúncias de trotes violentos e até estupros nos ambientes universitários paulistas. Auler Júnior não compareceu aos depoimentos da Comissão de Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa.  

 

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