Família do mulá Omar promete lealdade a novo líder talibã e põe fim à disputa

  • Por Agencia EFE
  • 16/09/2015 10h19

Cabul, 16 set (EFE).- A família do mulá Omar prometeu lealdade ao novo chefe talibã, o mulá Mansur, pondo fim à disputa sucessória na cúpula insurgente que ainda gera tensões internas, informou nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte dos talibãs.

“Esperamos que com a promessa de lealdade da família do falecido mulá Omar, esses talibãs que se encontram em dúvida e ainda não prometeram lealdade (ao mulá Mansur) retirem sua oposição”, afirmou o porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid.

A amostra de lealdade aconteceu na terça-feira, durante uma reunião em um lugar sem determinar do “Afeganistão”, na qual estavam presentes, entre outros, o filho mais velho do mulá Omar, o mulá Yaqub; o irmão mais novo do ex-líder talibã, o mulá Abdul Emanam, e o mulá Mansur.

“Este é uma boa notícias para os talibãs, pois agora estamos perto de pôr fim às fraturas internas e mais uma vez levar a todos os talibãs descontentes um novo líder”, explicou Mujahid, que disse que “já não há pretextos para a oposição”.

Os talibãs também divulgaram um comunicado no qual citaram as declarações do irmão mais novo e do filho mais velho de Omar, que asseguraram que tinham se “comprometido” a manter a cúpula talibã “unida”, algo para o qual não pouparão esforços, e pediram ao resto de insurgentes que façam o mesmo.

De acordo com a nota, o mulá Mansur prometeu à família do mulá Omar, em agradecimento pela amostra de apoio, um “papel significativo na tomada de decisões”.

A família do mulá Omar e o Conselho Supremo talibã estavam entre as facções insurgentes que se opuseram à nomeação de Mansur como novo líder talibã, após o anúncio no final de julho da morte do mulá Omar em 2013.

Além disso o grupo insurgente Fidai Mahaz, que foi o primeiro a anunciar a morte do mulá Omar, pediu na semana passada que Mansur seja julgado por crimes contra os próprios rebeldes e que um conselho islâmico decida sobre o líder dos talibãs afegãos. EFE