FAO: geração atual pode ser última na América Latina a conviver com a fome

  • Por Agencia EFE
  • 10/03/2015 19h30

Santiago, 10 mar (EFE).- A América Latina e o Caribe têm ao alcance a possibilidade de erradicar a fome em um prazo de dez anos e acabar com um flagelo que ainda afeta 37 milhões de pessoas na região, afirmou nesta terça-feira o diretor regional da FAO, Raúl Benítez.

“Estou convencido de que esta pode ser a última geração de latino-americanos e caribenhos a conviver com o problema da fome”, disse à Agência Efe o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Uma das ferramentas que a região tem para lutar contra a desnutrição é o Plano para a Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome 2025, aprovado em janeiro durante a III Cúpula presidencial da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

A FAO coordenou a elaboração do plano, no qual também trabalharam a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).

E nesta terça-feira começou em Santiago do Chile uma reunião de dois dias da qual participam representantes da Celac, a FAO, a Cepal e a Aladi para coordenar a implementação do programa.

O objetivo final do plano de ação é erradicar totalmente a fome, o mais tardar em 2025, uma meta ambiciosa e exigente que, segundo a FAO, pode ser alcançada com a colaboração de todos.

“É uma meta ambiciosa, mas possível de ser conseguida. Se continuarmos trabalhando neste ritmo, deveríamos poder chegar a 2025 com uma região livre de fome”, afirmou Benítez.

A América Latina e o Caribe já percorreram parte do caminho, já que é a única região do mundo que cumpriu o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ao reduzir a menos da metade o número de pessoas desnutridas desde a década de 90 até o biênio 2012-2014.

“Estamos satisfeitos, mas imediatamente tiramos a conta de que o único número aceitável para nós é zero, que não haja fome”, afirmou o representante regional da FAO. EFE

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