FAO promove oficina de dados sobre gases em agricultura na América Latina

  • Por Agencia EFE
  • 21/07/2014 17h01

San José, 21 jul (EFE).- Especialistas da América Latina estão reunidos a partir desta segunda-feira na Costa Rica para uma oficina que pretende melhorar a coleta de dados na região sobre a emissões de gases do efeito estufa e estabelecer políticas mais eficientes de mitigação no setor agrícola e florestal.

A oficina “Capacitação para os estoques de emissões e planos de mitigação no setor da agricultura, uso da terra, mudança de uso da terra e silvicultura” quer capacitar as equipes para lidar com essas informações e estabelecer políticas consistentes com os dados que surgirem.

“Precisamos formar capacidades nos países em estoque como uma forma de tornar as políticas dos países muito mais eficientes”, explicou aos jornalistas o coordenador sub-regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o mexicano Ignacio Rivera.

Durante a oficina, organizada pela FAO, serão capacitados representantes dos países para a preparação de relatórios sobre gases que foram solicitados pela Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática.

Segundo Rivera, o evento também chama a atenção para o desenvolvimento de um trabalho na região que reduza os gases do efeito estufa, e se aproxime da realidade dos países, que até o momento não possuem dados precisos que permitam saber a magnitude do problema.

Dados da FAO indicam que as emissões agrícolas na região latino-americana cresceram de 388 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 1961 para mais de 900 milhões de toneladas em 2010, o último dado disponível.

Já as emissões líquidas florestais e associadas chegaram a 1,5 bilhão de toneladas em 2000.

Para o ministro de Ambiente e Energia da Costa Rica, Edgar Gutiérrez, há um vício nos dados da região que não permite que as ações estejam de acordo com as necessidades de cada país.

“Mas sem dados perpetuamos uma grande incerteza na tomada de decisões e as tomamos de puro olfato. Agora é necessária informação verídica, verificável e consistente, já que se não se conhece a magnitude do problema não é fácil administrar como se vai trabalhar”, ressaltou Gutiérrez.

O objetivo da oficina é identificar esses vazios técnicos e institucionais e os passos necessários para melhorar as capacidades dos países em relação aos processos nacionais de informação sobre as emissões de gases do efeito estufa.

Representantes de ministérios de Agricultura, institutos de estatística e organismos florestais da Argentina, Belize, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Costa Rica participam da oficina, que vai até quarta-feira. EFE

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