Farc admitem responsabilidade em assassinato de líder comunitário
Havana, 24 ago (EFE).- Os negociadores das Farc reconheceram nesta segunda-feira a responsabilidade de uma de suas unidades no assassinato do líder comunitário Genaro García, e se comprometeram a tomar medidas com os envolvidos no crime, ocorrido em 3 de agosto na área rural de Tumaco.
As Farc explicaram em comunicado lido à imprensa por um de seus negociadores em Havana, “Pablo Catatumbo”, que suas investigações sobre o caso concluíram que “efetivamente unidades da Coluna Móvel Daniel Aldana estão comprometidas na comissão de tão condenável ato”.
“Fatos como este que batem diretamente os processos de organização e de luta popular com os quais nos identificamos, contradizem a política das Farc-EP sobre o comportamento com a população civil e com o respeito às comunidades étnicas, o que é um preocupante agravante em nossa legislação interna”, afirmou a guerrilha.
Além disso considerou que “violações como esta à disciplina e à ética revolucionária implicam a supervisão do Secretariado Nacional do Estado-Maior Central do grupo insurgente para a investigação e a punição dos comandantes e combatentes envolvidos nesse crime”.
E garantiu que se comprometem “tomar as disposições e medidas correspondentes” para evitar sua repetição porque “atos tão repudiáveis não podem voltar a ser cometidos por unidades pertencentes às Farc-EP”.
Os delegados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do governo de Juan Manuel Santos desenvolvem atualmente na capital cubana outro ciclo do processo de negociações de paz, que começou na sexta-feira com o anúncio da insurgência de estender a trégua unilateral declarada um mês antes. EFE
rmo/cd
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