Fiesp está levando a governo medidas de curto prazo para ajudar empresas

  • Por Estadão Conteúdo
  • 13/12/2016 15h00
Produção industrial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está levando ao governo medidas de curto prazo para ajudar a sanear as empresas que se encontram em dificuldades, considerando principalmente ações para facilitar o acesso ao crédito e melhorar o ambiente para fusões e aquisições, já que a venda de ativos tem sido hoje um dos instrumentos usados para levantar caixa por várias companhias. A informação foi dada nesta terça-feira, 13, pelo o vice-presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, em evento em São Paulo.

Segundo ele, entre as propostas está a redução do prazo para recebimento pelos estabelecimentos dos pagamentos feitos por meio do cartão de crédito de 30 dias para 18 dias, “sem repasse dos custos para a taxa de administração”. “Seria um fôlego importante para o varejo”, destacou. 

Outra proposta trata da flexibilização dos parâmetros da análise para as concessões de crédito para as companhias em dificuldade. “Se não arrumar isso, ninguém vai receber nunca”, afirmou, lembrando ainda que a crise vai durar mais tempo.

Agilizar as concessões de crédito para as exportações e garantir que o cartão BNDES funcione dentro dos parâmetros estabelecidos previamente também foram mencionadas. “Verificou-se que o Banco do Brasil tem exigido garantias reais para essas operações e não tem mais financiado matérias-primas, são praticas que precisam ser revogadas “, disse.

As propostas que estão sendo levadas ao governo preveem ainda ampliar apoio a fusões e aquisições de empresas com dificuldades financeiras e limitar a responsabilização jurídica de empresas que comprarem companhias com dificuldades financeiras.

Roriz mencionou ainda que as propostas englobam liberar depósito compulsório não remunerado para dar crédito as companhias inadimplentes. A taxa de juro a ser aplicada seria a TJLP, disse ele, destacando que até setembro havia R$ 64 bilhões em compulsório não remunerado no Banco Central.

A Fiesp está defendendo ainda o refinanciamento de dívidas vencidas com o BNDES e rever os procedimentos de bloqueio de contas ou exigência de cobertura com carta de crédito para processos em andamento nas fazendas que ainda não tiveram decisão definitiva.