FMI anuncia que Grécia já não está em moratória após pagar 2 bilhões de euros

  • Por EFE
  • 20/07/2015 12h37

Parlamento da Grécia nesta quinta-feira

Parlamento da Grécia

O Fundo Monetário Internacional informou que a Grécia saldou nesta segunda-feira (20) sua dívida de 2 bilhões de euros e portanto já não está “em moratória” com o organismo, após protagonizar em junho a primeira falta de pagamento de um país avançado na história da instituição.

“Posso confirmar que a Grécia pagou hoje tudo o que estava atrasado ao FMI, o equivalente a cerca de 2 bilhões de euros. Portanto, a Grécia já não está em moratória”, indicou Gerry Rice, porta-voz de do fundo em comunicado.

Neste sentido, Rice reiterou a disposição do organismo “para continuar a assistência à Grécia em seus esforços para voltar à estabilidade financeira e ao crescimento”.

A falta de pagamento da Grécia perante o organismo em 30 de junho aconteceu em plena negociação dessa nação com os credores internacionais do FMI, o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia (CE) sobre as reformas necessárias na economia helena para ter acesso a um novo lance de financiamento internacional.

Os desacordos entre ambas as partes aguçaram a asfixia financeira da Grécia, que se viu obrigada a fechar os bancos e aplicar controles de capital para evitar a quebra e que foi incapaz de fazer frente aos pagamentos devidos ao FMI.

Na semana passada, o governo do primeiro-ministro heleno, Alexis Tsipras, apresentou uma solicitação de um terceiro resgate financeiro, no qual aceitava grande parte das reformas estruturais, cortes em despesa e aumento de impostos, em troca de novos fundos para estabilizar a economia de seu país.

Neste terceiro resgate, também participará o FMI, organismo dirigido por Christine Lagarde.

Precisamente hoje, a Comissão Europeia confirmou o desembolso dos 7,1 bilhões de euros de financiamento de urgência concedida à Grécia para que afronte seus compromissos iminentes.

E a Grécia anunciou que, após três semanas de fechamento pela asfixia financeira, os bancos voltavam a abrir, embora ainda sejam mantidos os controles de capital.