FMI melhora previsões para o Brasil e prevê volta do crescimento em 2017

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/07/2016 11h49
FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou as previsões para a economia brasileira e agora prevê uma recessão menos severa, este ano, e a volta do crescimento em 2017. A projeção é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tenha contração de 3,3% em 2016, menos do que o previsto quando o Fundo fez sua reunião, em abril, na cidade de Washington, e esperava queda de 3,8%. Para o próximo ano, a aposta é de expansão de 0,5%, ante crescimento zero projetado anteriormente, de acordo com relatório de atualização de projeções divulgado nesta terça-feira (19).

É a primeira vez que o FMI melhora as previsões para o PIB brasileiro desde julho de 2012. Desde aquele ano, a cada novo relatório, os economistas da instituição vinham cortando as estimativas do País, que sempre figurava na lista dos piores desempenhos econômicos entre os principais economias do mundo.

A avaliação do FMI é a de que os índices de confiança no País, que recuaram para mínimas históricas, parecem ter atingido o fundo do poço. Além disso, a contração do PIB, no primeiro trimestre de 2016, foi mais suave que o previsto, de acordo com o relatório.

“A atividade no Brasil dá alguns sinais preliminares de moderação”, afirma o documento. No ano passado, a economia brasileira teve contração de 3,8%, o pior desempenho entre os maiores mercados emergentes. O PIB da Rússia, outro mercado em recessão, registrou queda de 3,7% e, este ano, deve cair 1,2%, também menos severo que o estimado anteriormente (-1,8%).

Apesar da melhora das previsões, o FUndo ressalta que a incerteza política permanece no Brasil e coloca “nuvens” no cenário nacional. Pelas projeções divulgadas, também nesta terça, os investidores estão um pouco mais pessimista sobre o País que o mercado financeiro brasileiro. O Boletim Focus do Banco Central, que reúne as médias das estimativas, prevê contração de 3,25% para o PIB do país, em 2016, e avanço de 1,1% em 2017.

A América Latina, por conta da revisão para cima das previsões brasileiras, também teve as projeções do PIB melhoradas. Em 2016, a contração deve ficar em 0,4% ante queda de 0,5% prevista no relatório de abril. Em 2017, a região deve voltar a crescer, expandindo 1,6%, ante alta de 1,5% do documento anterior. O FMI alerta que, entre os fatores de risco para a América Latina, está a epidemia do vírus zika.