FMI põe em dúvida meta de crescimento traçada pelo G20

  • Por Agencia EFE
  • 24/09/2014 00h24

Cairns (Austrália), 21 set (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) pôs em dúvida que este ano seja cumprida a meta de crescimento fixada pelo Grupo dos Vinte (G20), que se propôs um crescimento 2% acima das previsões até 2018.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse durante a reunião ministerial do G20 em Cairns (Austrália) que uma pesquisa do organismo indica que a economia crescerá apenas 1,5%, informou neste domingo (data local) o jornal “Australian Financial Review”.

O ministro de Finanças francês, Michael Sapin, previu na noite de sábado que a expectativa de crescimento em 1,8%, também abaixo dos objetivos do grupo, que na reunião de Cairns debateu cerca de 900 propostas para impulsionar a economia.

As duas estimativas seguem a anunciada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) que também diminuiu as previsões de crescimento de seus países-membros, sobretudo na zona do euro e no Japão.

Na reunião de ministros de Economia e presidentes de bancos centrais do G20, Estados Unidos e FMI pediram à Alemanha – a maior economia europeia e que goza de superávit comercial – para realizar maiores esforços para impulsionar o crescimento na zona do euro.

O encontro ministerial, preparatório da cúpula de líderes que será realizada em novembro em Brisbane, termina neste domingo com um comunicado que incluirá um compromisso contra a evasão fiscal por parte de empresas multinacionais e a troca de informação bancária.

Também se prevê que se anuncie a criação de um fundo global de investimentos para financiar infraestruturas e uma menção ao impacto das decisões judiciais nos problemas de reestruturação de dívidas dos países, após o caso dos “fundos abutres” na Argentina.

Os membros do G20 são União Europeia, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia. EFE