FMI prevê tensões financeiras em setores energéticos do Brasil e Argentina

  • Por EFE
  • 15/04/2015 12h00
RIO GRANDE,RS,16.09.2013:BATIZADO PLATAFORMA P-55/PORTO RIO GRANDE - Cerimônia de batizado da plataforma P-55 no porto de Rio Grande (RS), na tarde desta segunda-feira (16). A presidente Dilma Rousseff iria ao local para a cerimônia, mas devido as condições do tempo, a agenda foi cancelada. (Foto: Guga VW/Futura Press/Folhapress)Maior plataforma de petróleo do Brasil é inaugurada

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta quarta-feira (15) para o aumento nas tensões financeiras, devido “à queda no valor os ativos e o aumento dos riscos de crédito”, para as empresas energéticas na Argentina, Brasil, Nigéria, Venezuela e África do Sul.

“As tensões na capacidade de reembolso da dívida do setor de petróleo e gás se tornaram mais evidentes para as empresas na Argentina, Brasil, Nigéria e África do Sul devido ao baixo nível dos preços do petróleo”, afirmou o relatório de “Estabilidade Financeira Global”, apresentado hoje na sede da instituição, em Washington.

Além disso, o FMI destacou a existência de efeitos negativos similares “para as entidades soberanas que dependem da receita do petróleo, como a Nigéria e Venezuela”.

O FMI adverte que sobre os problemas derivados da valorização do dólar nos mercados emergentes, devido à “grande proporção de dívida em moedas estrangeiras”, especialmente dólares, após aproveitarem as baixas taxas de juros nos EUA nos últimos anos.

Portanto, o FMI recomenda aos reguladores destes países “submeter os bancos a provas de tensão relacionadas aos riscos de moeda estrangeira e preços das matérias-primas”.

Do mesmo modo, diz que as autoridades “deverão vigiar mais de perto e com mais regularidade a alavancagem das empresas e as exposições em moeda estrangeira, incluídas as posições em derivado”.

Em entrevista coletiva, o diretor de Assuntos Monetários do FMI, José Viñals, afirmou que o aumento das tensões financeiras globais causadas pela “divergência global no crescimento e políticas monetárias” provocou “rápidos e voláteis” movimentos nas taxas de câmbio e taxas de juros nos países emergentes “nos últimos seis meses”.