Força armada venezuelana reitera apoio incondicional a governo de Maduro após suposta tentativa de golpe

  • Por Efe
  • 13/02/2015 23h20

Maduro se pronunciou dizendo ter frustado golpe de Estado

Maduro sofreu novo golpe

O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, manifestou apoio “incondicional” das Força Armadas ao governo de Nicolás Maduro, nesta sexta-feira (13), após o desmantelamento de um suposto plano de golpe de Estado, que teria sete oficiais militares e opositores envolvidos.

“A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) reiterou seu apoio incondicional e lealdade absoluta a nosso presidente, comandante-em-chefe da FANB Nicolás Maduro Mouros e reafirmou seu compromisso com a Constituição”, disse Padrino em uma transmissão obrigatória de rádio e televisão junto com integrantes do alto comando militar do país.

O pronunciamento, disse o ministro, teve a intenção de manifestar o “sentimento de rejeição contundente que a FANB sente pela conduta de um reduzido número de profissionais que não representam o pensar, sentir e atuar” da instituição militar.

Os supostos envolvidos neste plano “desestabilizador” atuaram “movidos pelos mais perversos interesses e alimentados pelas mais mesquinhas intenções de setores apátridas”.

Para ele “estas individualidades” foram postas em evidência quando preparavam ações militares “em conexão com outras manobras da antipolítica e contaminadas por ambições de poder”, atividades que foram notificadas à procuradoria Militar. “Em cada caso se procederá de acordo à legislação legal vigente respeitando o devido processo e seus direitos fundamentais”, acrescentou, ao assegurar que a FANB já tem “as instruções do presidente e sabe o que fazer para a defesa da pátria”.

Maduro informou nesta quinta-feira (12) que seu governo frustrou um novo plano de golpe para derrocá-lo e anunciou que já foi detido um grupo de pessoas entre os quais constam oficiais da aviação militar. A estratégia foi “traçada desde Washington”, segundo o presidente, que disse que entre quarta-feira e a madrugada de ontem foram feitas várias detenções dos supostos envolvidos.

Entre os alvos desse ataque estariam, segundo Maduro, o palácio presidencial de Miraflores ou o lugar onde ele estivesse participando dos atos de celebração do Dia da Juventude. O presidente acrescentou que “as pistas” estão conduzindo os investigadores “a autores intelectuais vinculados à política da extrema-direita” e garantiu que “se essas são as provas, irá preso que tiver que ir preso para defender a paz do país”.

Padrino assegurou, durante uma entrevista à Agência Efe na véspera do anúncio do desmantelamento deste plano, que o país ainda vive uma “guerra” que atenta contra o governo de Maduro e que tentou influenciar não só os cidadãos, mas também às FANB.

“Estamos vivendo uma guerra no mais amplo sentido da palavra, uma guerra de quarta geração, uma campanha psicológica que tentou cooptar a líderes militares, de contactá-los para que saiam na técnica do gotejamento militar que se viu em 2002”, disse em referência aos militares que participaram do golpe contra o então presidente Hugo Chávez esse ano.