França: campanha de Le Pen admite ter copiado partes de discurso de Fillon

  • Por Estadão Conteúdo
  • 02/05/2017 09h56
PA82 PARÍS (FRANCIA), 02/03/2017.- Fotografía de archivo fechada el 26 de enero de 2017 que muestra a la líder de la extrema derecha francesa, Marine Le Pen, durante una rueda de prensa en París, Francia. El Parlamento Europeo (PE) acordó hoy, 2 de marzo de 2017, levantar la inmunidad a la eurodiputada Marine Le Pen, después de que ésta publicase en Twitter fotografías de ejecuciones del Estado Islámico (EI). EFE/IAN LANGSDONMarine Le Pen - EFE

A campanha da candidata de extrema-direita à presidência da França, Marine Le Pen, admitiu nesta terça-feira que partes de um discurso importante que ela fez nesta semana foram copiadas de um discurso feito pelo ex-candidato conservador François Fillon, que não passou para o segundo turno das eleições.

Le Pen, líder da Frente Nacional de extrema-direita, tem menos de uma semana para reduzir uma lacuna de dois dígitos nas pesquisas contra o líder da pró-Europa, Emmanuel Macron. Ela está, portanto, sob pressão para conseguir os votos das pessoas que votaram em Fillon no primeiro turno.

Na terça-feira, seu gerente de campanha, David Rachline, disse que usou uma “bela passagem” de um discurso sobre identidade nacional que Fillon entregou no mês passado.

“Esta pequena parte, eu acredito, foi apreciada, inclusive por todos os eleitores de François Fillon”, disse Rachline à TV francesa.

Em abril, Fillon fez um discurso pedindo que a França rejeitasse o islamismo e o materialismo para encontrar uma “terceira via”.

“O caminho da cultura, da dúvida, da discussão, do compromisso, do diálogo, do caminho do equilíbrio, da liberdade para os indivíduos e para as pessoas”, disse Fillon.

Na segunda-feira, Le Pen realizou uma grande manifestação em Paris, dizendo à multidão, entre outras passagens semelhantes ao discurso de Fillon, que ela buscava um “caminho alternativo”.

“Este caminho é o da cultura, da dúvida, da discussão, do compromisso, do caminho do equilíbrio, da liberdade para os indivíduos e para as pessoas”, disse ela.