França manterá estado de emergência durante eleições de 2017

  • Por Agência EFE
  • 15/11/2016 15h23
Notícias dos atentados da França estão repercutindo o mundo e podem mudar a luta contra o terrorismo

O governo da França pretende prolongar o estado de emergência, em vigor desde os atentados jihadistas de Paris de 13 de novembro de 2015, durante as eleições de 2017, ano no qual a França realizará pleitos presidenciais e legislativos.

O primeiro-ministro Manuel Valls confirmou hoje, como já tinha antecipado no domingo, que vai propor ao parlamento um novo prolongamento do estado especial – que expira em janeiro – durante a sessão de controle do Executivo.

Valls justificou a medida citando “lucidez sobre a ameaça”, levando em conta que a França está envolvida militarmente na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico na Síria e no Iraque, o “nível” de risco de novos atentados e o fato de que há “uma fase eleitoral e a democracia está particularmente no ponto de mira dos terroristas”.

O primeiro-ministro lembrou que há “milhares de jovens” radicalizados, mas também que graças à mobilização das autoridades “todos os dias, todas as semanas, se desmantelam redes terroristas”, se produzem detenções e “se evitam atentados”.

Valls não se privou de assinalar que todos devem assumir suas responsabilidades contra o jihadismo, que “a França assumiu as suas” com suas operações militares no Sahel, na Síria e no Iraque, mas que “a Europa deve assumir as suas” também com a proteção de suas fronteiras ou o combate de grupos terroristas.

O estado de emergência permite, entre outras coisas, que a polícia realize buscas em domicílios ou que se limite por ordem administrativa os movimentos de pessoas suspeitas de vínculos terroristas, tudo isso sem necessidade de uma ordem judicial.