Francês Jean-Baptiste de Franssu é o novo presidente do banco vaticano

  • Por Agencia EFE
  • 09/07/2014 09h15

Cidade do Vaticano, 9 jul (EFE).- O empresário francês Jean-Baptiste de Franssu foi nomeado presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como o banco vaticano, segundo informou nesta quarta-feira a Santa Sé.

De Franssu dirigirá a partir de hoje o Conselho de Superintendência do IOR em substituição do advogado alemão Ernest von Freyberg, nomeado por Bento XVI em fevereiro de 2013, e que deixa hoje o cargo.

Essa mudança na direção do IOR, envolvido nos últimos anos em uma série de escândalos financeiros, inscreve-se na segunda fase de sua reforma, impulsionada pelo papa Francisco para dotá-la de uma maior transparência.

Em suas primeiras declarações à imprensa, De Franssu, disse que é um “honra” a nomeação e que deseja começar a trabalhar no IOR para “dotar de mais transparência” à entidade, que deve ser “um fornecedor de serviços para a Igreja”.

O novo diretor do “banco vaticano” era presidente da Incipit, uma empresa de assessoria e consultoria; até outubro de 2011 foi diretor-executivo da Invesco Europe e anteriormente havia sido diretor do Groupe Caisse des Dépôts et Consignations da França.

De Franssu se dedicará a sua nova tarefa “a tempo completo”, informou a Santa Sé, que comunicou que farão parte do conselho do IOR outros laicos, entre eles o alemão Clemens Boersig, a americana Mary Ann Glendon e o britânico Michael Hintze.

Segundo a Santa Sé, o IOR está atualmente em uma “fase de transição tranquila” e com a direção de Von Freyberg atravessou uma primeira etapa que já se há completado com um “excelente” progresso, que resultou em uma maior “transparência”.

O cardeal George Pell, secretário de Economia, declarou em comunicado que “há muitos desafios e trabalho pela frente” e assegurou que o papa Bergoglio “deixou claro que as mudanças devem ser feitas de maneira diligente”.

Além da mudança à frente do IOR, a Santa Sé anunciou reformas que afetam o Fundo de Pensões do Vaticano, à organização de seu serviço de imprensa e veículos de comunicação e à Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (APSA).

A culminação da primeira fase de reforma do IOR foi anunciada ontem mediante a publicação do balanço de suas contas de 2013 e de uma “análise sistemático de todos os registros de clientes para identificar a informação perdida ou insuficiente”.

Dessa análise entende-se que a Santa Sé realizou um trabalho de individualização as contas que o IOR detinha e que não pertenciam ao âmbito clerical, mas eram propriedade de clientes e sociedades privadas.

Desse modo, de acordo com o relatório publicado pelo Vaticano, os gerentes bloquearam 1.329 contas individuais e outras 762 de clientes institucionais.

A reforma do Banco Vaticano é uma das prioridades no Pontificado de Bergoglio. EFE

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