Fujimori permanece estável após crise de hipertensão, segundo sua filha Keiko

  • Por Agencia EFE
  • 05/02/2014 05h22

Lima, 4 fev (EFE).- O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori (1990-2000) permanece estável após a crise de hipertensão que sofreu nesta terça-feira e amanhã será decidido se vai ter alta do hospital e retornar à prisão, informou sua filha mais velha, a ex-legisladora Keiko Fujimori.

“Ele teve uma crise de hipertensão muito forte, foram feitos vários exames e (os médicos) descartaram qualquer tipo de sequela, nas próximas horas ele continuará em observação”, disse Keiko Fujimori aos jornalistas após visitar seu pai.

A também ex-candidata presidencial e líder do partido Força Popular afirmou que seu pai permanece na unidade de cuidados intermediários do hospital.

“Ele está tranquilo, está sendo atendido com muito respeito e sua pressão arterial está estável”, relatou a ex-congressista.

O ex-presidente Fujimori sofreu uma crise de hipertensão após assistir nesta terça-feira a uma audiência pública do julgamento em que é réu pelo uso de recursos públicos para comprar a linha editorial de jornais sensacionalistas durante sua campanha para a reeleição em 2000.

Keiko Fujimori lembrou que seu pai, de 75 anos, sofre com vários problemas de saúde, mas garantiu que “o mais problemático é sua hipertensão, porque pode levar a um derrame cerebral”.

Acrescentou que as autoridades “agiram rapidamente” à crise sofrida pelo ex-presidente nesta terça-feira e que foi controlada no hospital, próximo da penitenciária na qual cumpre pena de 25 anos por crimes contra a humanidade.

O advogado do ex-mandatário, William Castillo, atribuiu a crise de hipertensão ao fato de a audiência de hoje ter tido “uma forte carga emocional para ele, porque não o deixam falar e sente que seus direitos estão sendo cerceados”.

Fujimori é processado por sua suposta participação no desvio de 122 milhões de soles (US$ 43 milhões) das Forças Armadas para financiar sua campanha à reeleição através do pagamento a jornais sensacionalistas.

O ex-presidente é o último a ser processado neste caso, que já condenou 29 pessoas, entre elas seu assessor Vladimiro Montesinos e os ex-generais Elesván Bello e José Villanueva pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.

A audiência foi suspensa até a próxima quinta-feira, quando o contra-almirante reformado Humberto Rozas Bonucelli, ex-chefe do Serviço de Inteligência Nacional (SEM), deverá se apresentar no tribunal. EFE