Fumaça tóxica na baixada santista causa pânico e lota prontos-socorros

  • Por Agência Estado
  • 15/01/2016 08h01
BRA01. SANTOS (BRASIL), 14/01/16 - Vista desde la ciudad de Santos de una gigantesca nube de humo, provocada por una fuga de gas de grandes proporciones en una terminal de cargas marítima en la ciudad de Guarujá, en el litoral de Sao Paulo, que alcanzó el vecino puerto de Santos, el mayor de Brasil, hoy jueves 14 de enero de 2016. EFE/Ricardo NogueiraGigante nuvem tóxica de fumaça causada por vazamento em terminal de cargas de Santos

Nos três prontos-socorros mais próximos do local do vazamento de produtos químicos seguido de incêndio, que atingiu na tarde dessa quinta, 14, um terminal de cargas empresarial no Guarujá, cenas de desespero se repetiam. Eram jovens, idosos, crianças que não paravam de chegar com os mesmos sintomas: falta de ar, tosse, sensação de ardência na garganta e nos olhos e muito pânico. Segundo funcionários dos prontos-socorros, nenhum paciente evoluiu para um quadro grave.

Quase quatro horas após o vazamento, às 19h, ainda havia várias pessoas que chegavam tremendo e sem conseguir respirar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Boa Esperança. Eram, em sua maioria, moradores do Pae Cará, bairro do Distrito Vicente de Carvalho. No local, casas e comércios foram invadidos pela nuvem densa, escura e de cheiro forte.

Em alguns momentos da tarde, era impossível ver o que estava a poucos metros de distância. “Estava tomando banho e quando saí só vi a casa tomada pela fumaça. Foi um desespero. Todo mundo começou a sair das casas porque o cheiro era insuportável”, conta o estudante Danilo Mateus, de 17 anos.

A situação obrigou a gerência do pronto-socorro Vicente de Carvalho, em Pae Cará, a fechar as portas e transferir os nove pacientes internados, além dos três médicos, para a UPA Jardim Boa Esperança e para a UPA Rodoviária. Antes do fechamento, atenderam 30 intoxicados. Um deles era uma idosa de 77 anos que não conseguia falar, por falta de ar.

O neto dela, o motorista Hermann Germano Correa, de 30 anos, socorreu a avó, o tio e o pai, portador de deficiência. “Deu um desespero e uma revolta. Você vê o bairro todo tomado, todo mundo saindo nas ruas e sem ter pra onde ir, nenhuma orientação.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.