Fundador da rede terrorista afegã Haqqani é dado como morto

  • Por Agencia EFE
  • 31/07/2015 15h17

Islamabad, 31 jul (EFE).- Jalaluddin Haqqani, fundador da facção talibã afegã conhecida como Rede Haqqani, supostamente vinculada à Al Qaeda e à qual se atribuem alguns dos ataques mais mortíferos contra os aliados no Afeganistão, morreu há dois anos, informou nesta sexta-feira à Agência Efe uma fonte de segurança do Paquistão.

A fonte, que preferiu manter o anonimato, afirmou desconhecer se Jalaluddin tinha morrido por doença ou por outro motivo, como um ataque de um drone, e não especificou o local da morte do líder insurgente.

O jornal paquistanês “Dawn”, que cita fontes do talibã, informou que Jalaluddin morreu há um ano por causas naturais e foi enterrado na província oriental afegã de Khost. Além disso, a publicação relatou que seu filho, Sirajuddin Haqqani, é o atual líder da organização.

Os talibãs, no entanto, não se pronunciaram oficialmente sobre a morte do líder insurgente.

A facção Haqqani, vinculada aos talibãs afegãos, mas que conta com certa autonomia, controla grandes partes do sudeste do Afeganistão através de uma estratégia de vassalagem tribal e ideológica, particularmente nas províncias de Paktia, Paktika e Khost.

Os Estados Unidos incluíram a rede Haqqani em sua lista negra de organizações terroristas em 2012. O grupo é tido como responsável por alguns dos ataques mais mortíferos contra as tropas aliadas no Afeganistão.

A rede Haqqani foi criada por Jalaluddin nos anos 1980 para lutar contra a invasão soviética e que, posteriormente, se juntou aos talibãs.

Durante o governo talibã no Afeganistão, entre 1996 e 2001, Jalaluddin exerceu o cargo de ministro no Executivo do mulá Omar.

Três dos dez filhos do líder insurgente morreram em ataques de drones americanos e um quarto morreu por disparos de arma de fogo em Islamabad, no Paquistão.

Os talibãs anunciaram hoje que Sirajuddin foi nomeado como um dos braços direitos do novo líder dos talibãs, Ajtar Mohamad Mansur, após o anúncio da morte do mulá Omar. EFE