G20 se reúne na Austrália com atenção voltada ao combate à evasão fiscal

  • Por Agencia EFE
  • 24/09/2014 00h21

Sydney (Austrália), 20 set (EFE).- A reunião de ministros de Economia e presidentes dos bancos centrais dos países do Grupo dos Vinte (G20) começou neste sábado na cidade australiana de Carins com a atenção voltada para a luta contra a evasão tributária.

No encontro serão abordadas 900 propostas de iniciativas políticas que foram apresentadas ao G20 para impulsionar o crescimento econômico, a criação de emprego e a construção de infraestruturas.

“Temos a oportunidade de mudar o destino da economia global”, disse o tesoureiro da Austrália, Joe Hockey, no discurso de abertura.

Hockey expressou sua confiança em conseguir um crescimento de 2% acima das previsões até 2018 para injetar na economia mundial US$ 2 trilhões e criar mais de 600 milhões de empregos, tal como se propôs o grupo.

O tesoureiro mencionou as recomendações da Organização para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) para combater a evasão tributária por parte das multinacionais e a troca de informação bancária.

Este organismo apresentou hoje ao G20 o primeiro pacote de medidas do plano de ação contra a erosão da base tributária e o movimento de lucros (BEPS, em inglês) que procura prevenir a evasão fiscal.

“As pessoas devem pagar os impostos onde obtêm lucro, sejam multinacionais ou indivíduos. Eu acho que com todo esse trabalho prévio poderemos conseguir uma economia mais forte”, disse Hockey.

Os membros do G20 são a União Europeia, o G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia.

O Brasil está representado na Austrália pelo secretário de Relações Internacionais, Carlos Márcio Cozendey.

Também participam da reunião o secretário do Tesouro americano, Jack Lew; o subsecretário de Fazenda do México, Fernando Aportela; o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría; e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, entre outros. EFE

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