GCM monitora 22 “minicracolândias” formadas após operação, diz secretário

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/05/2017 15h40
23 05 2017 Sao Paulo SP Brasil - Com a retirada do viciados em crack da região da Luz centro . Outros locais como Praça Princesa Isabel é a nova" Cracolandia" com centenas de usuarios de droga na cidade e tamebém em outros locais do centro. Foto Alan White/Fotos PublicasCom a retirada do viciados em crack da região da Luz

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) identificou 22 pontos que reúnem usuários de drogas no centro de São Paulo formados após a operação policial realizada na Cracolândia no domingo, 21 Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, a principal concentração dos dependentes químicos ocorre na Praça Princesa Isabel, embora os focos se espalhem por outras regiões da Luz, da Santa Ifigênia e de Santa Cecília – próximas ao local onde ficava a Cracolândia.

Em coletiva de imprensa, Pesaro afirmou que a internação compulsória de usuários de drogas não será empregada – embora a Prefeitura tenha pedido autorização na Justiça para realizar internações forçadas.

“Nós não achamos necessário: a legislação já prevê a questão da internação compulsória ou voluntária. Nós já temos legislação para isso e sabemos qual é o caminho. A internação compulsória é algo que só existe na medida que é individual e depende da avaliação de cada um, de cada dependente químico. Ela não pode ser a estratégia, e ela não será a estratégia”, destacou.

“Nós vamos continuar trabalhando no programa Recomeço como estávamos, trabalhando permanentemente com a Prefeitura, com a abordagem, o convencimento, a criação de vínculos para o tratamento”, disse. Ele reafirmou que a dispersão dos usuários facilita a abordagem de agentes públicos. “O fluxo favorece o tráfico. É simples assim. É mais fácil você aprisionar em um único local”.

Segundo Pesaro, a cada 10 pessoas abordadas por agentes das secretarias da Saúde e de Desenvolvimento Social, seis aceitam receber algum tipo de tratamento ou encaminhamento. Pesaro comentou, ainda, que a pasta está aberta para diálogo “o tempo todo”. “É uma ação de fôlego, uma ação que requer muita intensidade, muita persistência, muita frequência. Mas nós vamos dar aquilo que é preciso naquele local, que é assistência médica e social”, comenta.