Glenn Greenwald espalha fake news contra Felipe Moura Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2019 17h08
Jovem PanGreenwald é o responsável por uma série de vazamentos de conversas atribuídas a procuradores da operação Lava Jato e vem afirmando constantemente que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, tenta criar um clima de terror contra a liberdade de imprensa

O fundador do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, usou sua conta no Twitter para espalhar fake news contra o diretor de Jornalismo da Jovem Pan, Felipe Moura Brasil. Além disso, ele também criticou, de forma equivocada, a equipe do programa “Os Pingos Nos Is” de terça-feira (6), composta também por José Maria Trindade e Bruno Garschagen, que substituiu Augusto Nunes por um dia.

No programa, a bancada analisou um pedido de Habeas Corpus preventivo em favor de Greenwald pedido pelo diretor da ONG Pró-vítimas, Rubens Rodrigues Francisco.

Rodrigues entrou com o pedido no Supremo Tribunal Federal com a justificativa de “ameaça concreta” a Greenwald por conta da Portaria 666, que trata do “ingresso, repatriação e deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado atos contrários aos princípios e objetivos da constituição federal”.

Greenwald é o responsável por uma série de vazamentos de conversas atribuídas a procuradores da operação Lava Jato e vem afirmando constantemente que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, tenta criar um clima de terror contra a liberdade de imprensa. Essas conversas foram adquiridas ilegalmente por hackers.

Embora a análise das críticas de Greenwald e seus aliados à portaria 666 tenha sido clara em “Os Pingos Nos Is”, como comprova o vídeo compartilhado pelo americano no Twitter, ele atacou Felipe Moura Brasil em seu perfil: “Assista: @BlogDoPim [Felipe] e amigos passam 10 minutos analisando uma [sic] pedido que não fiz. Pior: como podem ser tão covardes que me acusam de crimes ou reportagens antiéticas sem ter a coragem de acusar a Folha, Veja, ElPais, etc. que estão fazendo a mesma coisa?”

Como não acusou Greenwald de crime algum, o diretor de jornalismo da Jovem Pan ironizou sua suposta compreensão do programa e esclareceu os fatos:

“Glenn não perde #OsPingosNosIs, mas não entende o que ouve. Pedido ao STF foi corretamente atribuído ao advogado que fez. Crítica a Glenn foi à reação dele à portaria 666, que chamou de ‘terrorismo’. Quem atribuiu a Glenn pedido ao STF foi o Brasil 247. Não vai criticar petista?”

Moura Brasil ainda incluiu no comentário um print do site Brasil 247 – que recebeu R$ 1.474.438 em 2014 e R$ 2.232.486 em 2015 de verba de publicidade federal no governo do PT – com a manchete “Greenwald vai ao STF contra ‘ameaça’ a Bolsonaro”.

Greenwald, porém, distorceu o esclarecimento e prosseguiu com acusação falsa.

“Aquele que não entendeu, @BlogDoPim [Felipe], é você. Não te culpei por ter falado que pedi de HC: isso era culpa de Ancelmo. Te culpei por ser um covarde: acusar-me de crimes e ações antiéticas – publicar material roubado -, sem ter coragem de dizer o mesmo da Folha, Veja, El Pais, etc.”

Moura Brasil, que tem criticado justamente as ilações e conclusões forçadas de Greenwald, ironizou de novo:

“Traduzindo: Glenn me culpa histericamente pelo que não fiz: acusá-lo de crime. Quem ouve #OsPingosNosIs e entende português sabe que até critiquei quem pede prisão e expulsão dele, pois só se investigação indicasse conluio haveria indício de crime. Ele mente; não suporta crítica.”

No dia 27 de julho, Moura Brasil havia até tuitado o que costuma comentar no programa da Jovem Pan:

“Legalidade e moralidade são categorias distintas. Há atos legais, mas imorais. Defender legalidade do ato não o torna moralmente bom e expor imoralidade do ato não o torna ilegal. Muitos, porém, tentam fazer uma coisa parecer outra para posar de mártir ou pedir prisão de inimigo.”