Governo Alckmin condiciona diálogo à desocupação de escolas em SP

  • Por Agência Estado
  • 19/11/2015 18h01
SÃO PAULO,SP, 13.11.2015 - PROTESTO-ESTUDANTES - Estudantes ocupam a Escola Estadual Fernão Dias no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, em ato contra o fechamento de escolas e o plano de reestruturação do ensino proposto pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) para 2016, na madrugada desta sexta-feira (13). A ocupação já dura mais de 75 horas. (Foto: Douglas Pingituro/Brazil Photo Press/Folhapress)Policiais em frente a escola tomada por alunos em Pinheiros; ocupação já dura mais de 72 horas

Mais de um mês depois do anúncio da reorganização escolar na rede estadual de São Paulo e uma série de manifestações e ocupações de escolas, o secretário estadual de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, propôs um processo de discussão do projeto nas unidades e a realização de uma audiência pública. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) não recuou da reorganização e a realização das discussões está vinculada à desocupação das escolas. 

A proposta foi apresentada pelo secretário em audiência de conciliação promovida pelo Judiciário. A ideia do governo é abrir um prazo de 5 dias para a realização dos debates. O envio de detalhes da reorganização seria encaminhado para a escola 48 horas depois da desocupação. 

Voorwald não garantiu que, caso as comunidades escolares se posicionem contrárias à reorganização, o governo voltaria atrás. “Os pais e alunos precisam entender a reorganização. A secretaria se compromete a analisar o que for indicado pela comunidade.”

A crítica de alunos e especialistas em Educação, além dos sindicatos dos alunos e do próprio Ministério Público, era de que o projeto não havia sido discutido previamente. “É difícil discutir sobre o fechamento de 93 escolas”, disse a presidente a Apeoesp, principal sindicato dos professores, Maria Izabel Noronha.

A audiência estava cheia e alunos realizaram protestos contra o projeto. Por volta das 16 horas, os alunos se reuniam, em sala fechada, com representantes da Defensoria Pública sobre como se posicionariam.