Governo anuncia medidas para estimular competitividade da indústria

  • Por Agencia EFE
  • 18/06/2014 20h52

São Paulo, 18 jun (EFE).- O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira um conjunto de medidas para estimular a competitividade da indústria, que se encontra em um “cenário de grande dificuldade”, segundo alertou a patronal Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre as medidas anunciadas pelo governo se encontra a prorrogação do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), que mantém o crédito mais barato para os investimentos, e a volta do programa Reintegra, que devolve uma parte percentual dos impostos aos exportadores de produtos manufaturados.

“O objetivo é dar as condições de competitividade para a indústria brasileira. Estamos no início de um novo ciclo de expansão da economia mundial e brasileira, dissipando a crise internacional e nos preparando para um novo ciclo de expansão da economia brasileira”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante a apresentação das medidas.

De acordo com Mantega, o governo quer que a indústria brasileira “esteja preparada e seja competitiva” tanto na exportação como na produção doméstica.

O presidente da CNI, Robson Braga, assinalou que as medidas foram bem recebidas pelos empresários, embora precisou que “ainda falta muitas coisas (por fazer)”.

“Esperamos que as próximas medidas cheguem a curto prazo”, comentou.

A CNI informou na terça-feira que a queda da produção industrial no Brasil provocou uma excessiva acumulação dos estoques nas fábricas e uma redução do nível de emprego neste setor.

Segundo informou hoje a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 12,5 mil trabalhadores foram despedidos no mês de maio na indústria paulista, o que representa um queda de 1,01% em comparação com o mês anterior, com ajuste estacional.

Esta representa a pior queda para o mês de maio desde 2006, quando o estudo começou a ser realizado.

O índice de evolução da produção industrial, medido pela CNI a partir de uma pesquisa que inclui 2.077 empresas em todo o país, ficou em 48,4 pontos em maio sobre uma escala de 100, com o qual se manteve pelo sétimo mês consecutivo abaixo dos 50 pontos. EFE