Governo autoriza criação de 2.290 vagas de graduação em Medicina

  • Por Jovem Pan
  • 11/07/2015 09h55
Projeção revela que em algumas décadas planos de saúde serão impagáveis para quase toda a população

O Governo autorizou a criação de 2.290 novas vagas de graduação em Medicina em 36 municípios do país. A medida, anunciada nesta sexta-feira (10) pelas pastas da Saúde e da Educação, é parte de uma estratégia do Programa Mais Médicos.

As cidades contempladas não têm faculdade na área e não são capitais, por isso, o Governo acredita na interiorização do ensino médico.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, enfatizou a relevância da medida para as perspectivas de médio e longo prazo. “Efetivamente, a proposta estruturante, que vai permitir que no futuro, a partir de 2026, nós possamos ter equilíbrio e a quantidade de médicos necessárias para atender no Brasil. É esse esforço que o Ministério da Educação vem conduzindo de expandir as vagas públicas e privadas em regiões que não contam com faculdade de Medicina”, explicou.

O ministro da Educação disse que as instituições de ensino superior particulares devem implantar o curso de Medicina em até 18 meses. Em entrevista à repórter Luciana Verdolin, Renato Janine destacou que a expansão das vagas terão resultados em longo prazo.

“Isso mostra que os programas que temos feito têm dimensão emergencial, mas todos procuram ser estruturantes, de modo que o ganho de saúde não dependa apenas do aporte de novos médicos, mas esteja vinculada à formação de médicos”, disse Janine.

Para o primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina, a medida não irá surtir o efeito esperado. Falando à repórter Izilda Alves, Hermann Tiesenhausen observou que o Governo deveria se preocupar mais com a qualidade do curso: “antes de abrir as escolas, temos que melhorar a qualidade destas que já existem”.

As faculdades escolhidas ficam nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste no Brasil. O local deve ter distância mínima de 75 quilômetros de qualquer curso de Medicina existente.