Governo da Dinamarca repudia ataque “brutal” contra revista francesa

  • Por Agencia EFE
  • 07/01/2015 14h48
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Copenhague, 7 jan (EFE).- A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, repudiou o “brutal” atentado desta quarta-feira contra a revista satírica francesa “Charlie Hebdo” e lembrou as ameaças sofridas pelo jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” após a publicação das caricaturas de Maomé em 2005.

“A França sofreu um ataque terrorista. Pessoas indefesas e inocentes foram vítimas do que parece ser um ataque à liberdade de expressão”, disse em entrevista coletiva.

A líder social-democrata dinamarquesa mostrou seu “horror” e “ira” contra o atentado e defendeu uma sociedade francesa “aberta, democrática e baseada em uma “imprensa livre” e crítica”, valores que a Dinamarca partilha e que permitirão que a França supere o “golpe”.

Thorning-Schmidt adiou um hipotético aumento da segurança na Dinamarca para que se descubram as circunstâncias sobre o atentado em Paris e mostrou estar confiante nos serviços de inteligência dinamarqueses.

A governante lembrou que, nos últimos anos, várias tentativas de atentado contra o jornal “Jyllands-Posten” fracassaram. Em setembro de 2005, o veículo publicou caricaturas de Maomé – depois reproduzidas pela “Charlie Hebdo” – que geraram uma crise internacional, e contra o chargista Kurt Westergaard.

“Sobre a situação na Dinamarca, devemos lembrar que durante muito tempo prevemos que ocorreria uma ameaça séria de terrorismo. Essa análise foi correta”, afirmou a primeira-ministra. EFE

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